Lago artificial de dois hectares, feito para criar peixes, ganhou visitantes inesperados e virou refúgio para a vida silvestre 

Projeto transformou um antigo campo de maní em um lago artificial que passou a receber animais que chegaram por conta própria.

Em Alabama, um antigo campo de amendoim ganhou um lago que passou a atrair cervos, corujas, esquilos, guaxinins e até águias-calvas. (Foto: Reprodução/Rádio Mitre)

Um projeto criado para produzir peixes ganhou um rumo que não estava nos planos. Em Baldwin, no Alabama, Estados Unidos, um antigo campo de amendoim deu lugar a um lago artificial que, cerca de 1.000 dias depois, passou a receber águias, cervos, corujas, esquilos, guaxinins e outras espécies.

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O empreendimento começou em 2021 com uma finalidade bastante específica: criar condições para o desenvolvimento de peixes de grande porte. Com o tempo, porém, o lago passou a fazer parte da rotina de animais selvagens que chegaram espontaneamente à área.

Lago nasceu em área agrícola

Batizado de Crimson Oak Pond, o lago ocupa mais de dois hectares e surgiu sobre uma antiga área usada para o cultivo de maní. A construção exigiu cerca de 850 caminhões de argila para preparar o terreno e formar o reservatório.

O projeto recebeu uma série de estruturas pensadas inicialmente para favorecer a criação dos peixes. Entre elas estavam rochas, uma ilha, muelles e estruturas submersas que serviam como abrigo.

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Também foram instalados aeradores e câmeras subaquáticas. Os equipamentos permitiam acompanhar os níveis de oxigênio, observar o comportamento dos animais e monitorar a evolução do ambiente ao longo do tempo.

A primeira população do lago era formada por milhares de peixes pequenos, usados como alimento para espécies maiores. Depois chegaram lubinas-tigre, tilápias, trutas e camarões de água doce.

Veja as fotos:

Fauna apareceu por conta própria

A mudança mais curiosa aconteceu fora do planejamento original. Animais que não haviam sido introduzidos no projeto começaram a aparecer nas proximidades do lago.

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Cervos passaram a visitar a área, enquanto corujas, esquilos e guaxinins também começaram a circular pelas margens. Diferentes aves encontraram no local espaços para descansar e procurar alimento.

As águias-calvas também passaram a frequentar o lago. Elas chegaram a descer até a água para capturar peixes.

Assim, um espaço criado para atender a uma finalidade de criação de peixes começou a desempenhar outra função. O movimento dos animais transformou o lago em um ponto frequentado por diferentes espécies.

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Água também atrai biodiversidade

A experiência chama atenção para o potencial de pequenos corpos d’água em áreas rurais. De acordo com informações atribuídas ao Natural Resources Conservation Service na reportagem original, estanques localizados em regiões agrícolas podem oferecer alimento, abrigo e espaços de reprodução para aves, anfíbios, peixes e mamíferos.

A presença de vegetação, troncos, rochas e ilhas pode favorecer a diversidade de espécies. No caso do Crimson Oak Pond, vários desses elementos foram incorporados ao projeto desde a construção.

Ainda assim, a própria reportagem faz uma ressalva: um lago artificial não equivale automaticamente à recuperação de um humedal natural. O manejo do espaço continua sendo fundamental.

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Entre as medidas citadas estão a conservação da vegetação nativa, a redução do uso de pesticidas e fertilizantes e o cuidado para evitar espécies invasoras.

Depois de aproximadamente 1.000 dias, o Crimson Oak Pond deixou de ser apenas uma estrutura criada para a produção de peixes. O antigo campo agrícola passou a receber uma variedade de visitantes selvagens, mostrando como a presença de água e diferentes estruturas pode modificar a dinâmica de uma área rural.