Lanchonete propõe que adolescente use roupa decotada para atrair clientes

Jovem ficou abalada e resolveu registrar boletim de ocorrência por importunação sexual

Mensagem enviada para a adolescente de 17 anos em Ribeirão Preto

Mensagem enviada para a adolescente de 17 anos em Ribeirão Preto | Reprodução/EPTV

Uma garota de 17 anos que procurava um trabalho em um lanchonete de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, recebeu uma mensagem de um funcionário do estabelecimento propondo um salário maior caso ela aceitasse trabalhar com roupas curtas e decotes.

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A adolescente ficou abalada e resolveu, ao lado da família, registrar um boletim de ocorrência por importunação sexual. O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que vai investigar a conduta da empresa.

Entenda a situação

A vaga, anunciada sem muitos detalhes pelo WhatsApp, era para atuar como freelancer em um bar na avenida do Café, em Ribeirão. Os interessados deveriam enviar uma mensagem para ter mais detalhes – foi quando ela recebeu a proposta. O caso foi divulgado inicialmente pela EPTV.

Na conversa, o responsável pelo vaga perguntou a idade da menor, e ela respondeu que tinha 17 anos. Mesmo assim, recebeu a proposta em seguida.

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O estabelecimento oferecia um salário base de R$ 1,3 mil para trabalhar de quarta a sábado no caixa, atendimento ao público e limpeza. No entanto, o recrutador apresentava uma “segunda modalidade”, com o pagamento de R$ 1,7 mil se ela concordasse em usar decotes e roupas justas.

“Com o tempo vimos que a mulher com um decote, mostrando, uma calça legging mais marcando kkk, chama muito mais cliente, atrai muito o público. Por isso conseguimos pagar um pouco mais para a mulher que aceite. Você tem interesse em continuar pela seleção?”, escreveu.

O contratante chegou a pedir fotos dela logo após enviar a mensagem.

“Ele falou que iria pagar um valor a mais se fosse com roupas curtas. Eles pediram foto do meu corpo e eu fiquei muito em choque com isso tudo. É muito triste ver isso acontecendo com a gente”, revelou ela à emissora.

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Procurado pela EPTV, o dono do estabelecimento reconheceu o erro e afirmou que jamais teve a intenção de ofender nenhuma mulher. Disse, ainda, que não havia reparado na idade da adolescente.

O caso segue em investigação.