Lula associa terremoto no Marrocos a mudança climática

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), estatisticamente, há distribuição igualitária de terremotos nos diferentes climas

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | José Cruz/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) associou nesta segunda-feira (11) o terremoto que provocou milhares de mortes e destruição no Marrocos aos impactos da mudança climática. Não há comprovação científica de que eventos meteorológicos extremos sejam a causa direta de tremores.

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“Um terremoto que também não tem muita explicação a não ser a mudança do clima, a não ser o que nós estamos fazendo com o planeta”, disse Lula em Nova Déli, na Índia, onde participa da cúpula do G20, o grupo que reúne os países com as maiores economias do mundo.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), estatisticamente, há distribuição igualitária de terremotos nos diferentes climas. A agência diz que as tempestades intensas, incluindo furacões e tufões, até podem desencadear deslizamentos na crosta terrestre, mas que esses eventos são pequenos e pouco significativos. “Não existe ‘clima de terremoto'”, afirma.

O terremoto no Marrocos ocorreu na sexta-feira (8) em Ighil, nas montanhas do Alto Atlas, cerca de 70 quilômetros a sudoeste da cidade turística de Marrakech. Nesta segunda, o Ministério do Interior marroquino atualizou o número de mortes para 2.497 –outras 2.476 pessoas ficaram feridas.

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Mais de 48 horas após o tremor, o mais letal desde 1960, as equipes de resgate correm contra o tempo para encontrar sobreviventes –ainda segundo o ministério marroquino, centenas de pessoas continuam desaparecidas. As mortes se concentram nas províncias e municípios de Al Hauz, Marrakech, Uarzazat, Azilal, Chichaoua e Tarudant.