Lula volta a COP30 para buscar resultados concretos em Belém

Dia começa com os relatos de mulheres que enfrentam diariamente os impactos do clima

Desde o início do governo Lula, o Brasil voltou a fazer o básico, mas fazendo bem feito

Presidente brasileiro se reúne com secretário-geral da ONU e busca utilizar influência internacional | Reprodução YouTube | Lula

Nesta quarta-feira (19/11), a Cúpula do Clima recebe o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva novamente, que vai se reunir com o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres em um encontro que visa “fortalecer a governança climática e o multilateralismo”.

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Lula defende que essa é a “COP da verdade” e quer garantir que a conferência tenha um anúncio mais palpável. Por isso, vai usar a sua influência internacional.

A três dias de encerrar o evento, a discussão está mais no âmbito político do que técnico e por isso a presidência vê vantagem em aparecer.

A programação desta quarta-feira (19/11) vai buscar destacar a recuperação de terras, liderança feminina e soluções baseadas em evidências geram avanços concretos para agricultores e famílias em todo o mundo.

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Liderança feminina

O dia começou com os relatos de mulheres que enfrentam diariamente os impactos da mudança climática e desenvolvem repostas para o futuro.

O Brasil também apresenta avanços no Protocolo Nacional para Mulheres e Meninas em Emergências Climáticas, reforçando que a igualdade de gênero é tratada como um dos pilares da resiliência climática.

A iniciativa, segundo governo brasileiro, pretende orientar governanças locais e federais na criação de respostas mais rápidas e estruturadas para eventos extremos, um tema que ganhou força diante do aumento de desastres ambientais no País.

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Degradação de terras

No Segmento Ministerial de Alto Nível sobre Agricultura, a degradação de terras vai ser tema importante de discussão. Neste contexto, o governo lançará a Iniciativa RAIZ, apresentada como um dos principais legados da COP30.

O programa busca recuperar áreas agrícolas degradadas e integrar práticas sustentáveis aos sistemas alimentares globais. A estratégia, só será viável com a entrada de novos recursos internacionais,  movimento que começou a ganhar corpo com aportes do programa agrícola da CCAC e com o apoio da Alemanha à Parceria FAST, voltada ao financiamento de transição agroambiental.

As negociações seguem ao longo do dia até o Evento de Alto Nível de Ação Climática Global. O encontro, descrito pelo governo como um “mutirão internacional”, tem o objetivo de pressionar governos e empresas a transformar compromissos climáticos em resultados mensuráveis.

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A mensagem dessa quarta-feira é de que restaurar terras, fortalecer comunidades vulneráveis e ampliar a representatividade de mulheres e afrodescendentes nas decisões são passos decisivos para um futuro mais resiliente e inclusivo.