Mansão do crime Richthofen está tomada por mato e vira ‘ponto turístico’

Local onde os empresários Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados em 2002, permanece vazio

Casa fica localizada em um dos bairros mais valorizados da capital paulista

Casa fica localizada em um dos bairros mais valorizados da capital paulista | Reprodução/X

A mansão onde os empresários Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados em 2002, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, permanece vazia mais de duas décadas após o crime.

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Localizado em um dos bairros mais valorizados da capital paulista, o imóvel reformado externamente segue desocupado e, nos últimos anos, transformou-se em um ponto de visitação para fãs de true crime.

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Diariamente, carros param diante da residência na rua Zacarias de Góis, onde grupos descem para fazer fotos, selfies e vídeos.

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A movimentação virou parte da rotina do endereço e foi impulsionada pelo interesse renovado no caso, que teve a história mostrada em uma nova série.

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O aumento do fluxo de curiosos preocupa moradores, que relatam sensação de insegurança e temem que o estado de abandono facilite invasões.

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O tema já chegou às reuniões da Associação de Moradores do Campo Belo. Relatos dão conta de que a casa tem sido alvo de saques ao longo dos anos, o que reforça a necessidade de medidas preventivas.

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Casa do crime

A construção, que possui cerca de 500 metros quadrados em um terreno de 1.000 metros quadrado, está hoje deteriorada.

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Maçanetas, acabamentos e a caixa de correio foram arrancados, a fachada perdeu o brilho e o matagal avança por corredores e áreas internas.

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O histórico da família também alimenta o receio dos vizinhos. Após herdar o patrimônio dos pais, Andreas von Richthofen deixou imóveis fechados por longos períodos.

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Algumas dessas propriedades chegaram a ser invadidas, e uma delas, no próprio Campo Belo, foi alvo de pedido de usucapião por ocupantes.

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O atual proprietário da mansão, afirmou a Globo ter comprado o imóvel sem saber que ele havia sido cenário de um crime de grande repercussão.

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Preferindo não se identificar, disse que o adquiriu como investimento, sem planos de venda ou ocupação a curto prazo, e que mantém os impostos em dia. Mesmo assim, reconhece o incômodo causado pela visitação constante.

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Nas redes sociais, o endereço se consolidou como uma “atração macabra”. Vídeos publicados em plataformas como TikTok, Instagram e X mostram jovens descrevendo a “emoção” de visitar o local onde “Suzane mandou matar os pais”.

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Outros relatam “energia pesada” ao se aproximar do portão.