A Marinha do Brasil abriu um inquérito para investigar o caso envolvendo a colisão de um “navio pirata” contra uma moto aquática. O caso aconteceu no último domingo (15/3), em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
De acordo com a instituição, o processo apura as causas e responsabilidades da batida. Ainda segundo nota da Marinha, o prazo de conclusão é de 90 dias e, em seguida, o documento será encaminhado ao Tribunal Marítimo. Medidas cabíveis serão adotadas após análise da Procuradoria Especial da Marinha.
A colisão derrubou um casal que estava na moto aquática no momento do “atropelamento”. Ambos chegaram a desaparecer no mar da cidade conhecida pelo “prédio do Neymar” e por seus grandes arranhas-céus.
Vídeos gravados por pessoas que estavam próximas registraram o momento da batida. A mulher que estava no jet ski sofreu ferimentos leves.
A Delegacia de Itajaí informou que quatro militares foram enviados ao local para realizar os primeiros levantamentos e ouvir os depoimentos de testemunhas e envolvidos.
O que as empresas envolvidas afirmam?
O Grupo Barco Pirata, responsável pela administração da embarcação, transportava pessoas durante a atração turística “Aventura Pirata I”. A empresa afirmou que tomou conhecimento da colisão e destacou que o barco estava dentro do canal de navegação.
A rota é uma área destinada a embarcações de grande porte, funcionando como uma área de passagem. Ou seja, a circulação de motos aquáticas e pequenos barcos é restrita.
A instituição ainda acrescentou que a motoaquática estava fora do campo de visão do barco e que manobras de desvio de embarcações desse porte não são imediatas, exigindo tempo e espaço de mudança.
O grupo se colocou à disposição para prestar assistência às pessoas envolvidas.
Já a Nautiusados, empresa responsável pelo aluguel e venda de motos aquáticas, informou que o jet ski estava com a documentação regular e o seguro vigente. A instituição também pontuou que o condutor envolvido no acidente é devidamente habilitado.
