A Montezum, principal montanha-russa do Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, é alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) após uma jovem de 21 anos sofrer um traumatismo cranioencefálico depois de andar na atração.
Considerada a maior montanha-russa de madeira da América Latina, a estrutura tem 42,4 metros de altura e 1.030 metros de extensão.
O percurso dura cerca de 58 segundos, com velocidade máxima de 103 km/h.
Inaugurada em 1999, a atração utiliza trilhos de madeira e, segundo o próprio parque, é normal que o trem apresente algum balanço durante o trajeto.
O sistema também conta com dispositivo anti-rollback, que impede que o trem recue durante a subida.
Jovem sofreu lesão após andar na atração
O caso que motivou a investigação ocorreu em abril deste ano.
Júlia Bossoni passou mal após andar na Montezum, ficou desacordada e teve convulsões ao retornar à plataforma.
Ela foi levada para a Santa Casa de Vinhedo, onde recebeu diagnóstico de hemorragia intracraniana e edema cerebral e precisou passar por cirurgia.
A jovem permaneceu internada por 57 dias.
Segundo a família, Júlia perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo e passou a apresentar dificuldades na fala e alterações de memória.
Um laudo médico apontou traumatismo cranioencefálico associado a um mecanismo de contragolpe durante o passeio.
O MPSP solicitou uma perícia na montanha-russa. O caso ocorre em meio a relatos de outros visitantes que afirmam ter sofrido lesões após utilizar a atração.
O que diz o Hopi Hari
O parque afirma que a Montezum possui certificação internacional de segurança emitida pelo grupo TÜV NORD e passa por inspeções periódicas.
Segundo o Hopi Hari, a atração também segue normas nacionais de segurança e recebe manutenção preventiva diária, semanal, mensal e anual.
O parque informou ainda que prestou atendimento à jovem, acompanhou sua internação e custeou despesas durante a permanência da família em Vinhedo.
Segundo a administração, a família também teve acesso ao seguro disponibilizado pelo Hopi Hari.
Em relação aos relatos de lesões anteriores, o parque afirma que os casos pertencem a gestões passadas e destaca os protocolos de segurança adotados pela atual administração.
O Hopi Hari também contesta a relevância estatística das cerca de 40 reclamações encontradas em uma plataforma de consumidores nos últimos dois anos.
Segundo o parque, aproximadamente 1,2 milhão de pessoas passaram pela Montezum no mesmo período.
