Sensação de 2016 fez o mundo inteiro ficar parado por trend; 10 anos depois, relembre a história do Mannequin Challenge que virou febre nas redes

Desafio nasceu entre estudantes nos Estados Unidos, tomou conta das redes sociais e ganhou versões de celebridades, atletas e até instituições

Jamie Vardy no Mannequin Challenge

Após marcar contra a Espanha em novembro de 2016, Jamie Vardy liderou uma comemoração inspirada na trend/Reprodução

Há 10 anos, bastava abrir as redes sociais para encontrar a mesma cena: dezenas de pessoas completamente imóveis enquanto uma câmera passeava entre elas. Não era uma fotografia. Também não era uma gravação comum. O objetivo era parecer que o tempo havia parado.

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Assim nasceu o Mannequin Challenge, uma das maiores febres da internet em 2016. O desafio conquistou estudantes, artistas, atletas, celebridades e até instituições em questão de semanas.

Mannequin Challenge começou em uma escola da Flórida

A história começou no fim de outubro de 2016, na Edward H. White High School, em Jacksonville, nos Estados Unidos.

Em 26 de outubro, estudantes publicaram um vídeo em que permaneciam congelados em diferentes posições enquanto a câmera passava lentamente pelo ambiente. A ideia era simples, mas o resultado chamava atenção justamente por criar a impressão de uma fotografia em movimento. O vídeo rapidamente ultrapassou o ambiente escolar.

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Em poucos dias, outras escolas e grupos de amigos começaram a reproduzir a brincadeira. A hashtag #MannequinChallenge ganhou força nas redes, enquanto novos vídeos apareciam em uma velocidade impressionante.

Uma música virou a trilha da febre

Embora os primeiros vídeos não dependessem necessariamente de uma música, uma faixa acabou se tornando praticamente inseparável da trend. Era “Black Beatles”, de Rae Sremmurd, lançada naquele mesmo ano.

A música passou a acompanhar boa parte dos vídeos e ajudou a criar uma identidade para o desafio. A partir dali, não bastava apenas ficar parado: era preciso montar uma cena criativa e deixar a câmera revelar cada pessoa congelada no lugar.

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Quando todo mundo começou a fazer

O Mannequin Challenge não demorou para ultrapassar o universo dos adolescentes. Em novembro, Beyoncé, Adele, Hillary Clinton, James Corden e Paul McCartney, entre outros nomes conhecidos, participaram da febre.

No esporte, equipes e atletas também entraram na brincadeira. A velocidade da expansão impressionou até quem acompanhava as tendências da internet.

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos chegou a registrar a febre em dezembro de 2016, destacando como ela havia se espalhado em pouco mais de um mês.

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No futebol, a seleção inglesa também aderiu ao desafio. Após marcar contra a Espanha em novembro daquele ano, Jamie Vardy liderou uma comemoração inspirada na trend, acompanhado por companheiros como Theo Walcott e Raheem Sterling.

A febre desapareceu tão rápido quanto surgiu

Como acontece com boa parte das grandes trends da internet, o Mannequin Challenge teve uma vida curta.

Em novembro de 2016, parecia impossível escapar dos vídeos. Pouco tempo depois, outras brincadeiras começaram a disputar a atenção das redes.

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A própria velocidade de crescimento ajudou a explicar o fenômeno: em uma internet cada vez mais dominada por vídeos curtos e compartilhamentos rápidos, uma tendência podia sair de uma sala de aula na Flórida e alcançar celebridades e atletas do outro lado do mundo em questão de dias.

Agora, 10 anos depois, o Mannequin Challenge permanece como um retrato de uma época em que uma ideia simples era suficiente para fazer milhões de pessoas repetirem exatamente a mesma brincadeira e trazendo a reflexão de como as coisas mudaram depois de 10 anos.

E, por alguns minutos, a internet inteira parecia ter parado no tempo.