Morre a jornalista Alice Ribeiro, da Band Minas, após grave acidente na BR-381

Profissional de 35 anos estava internada no Hospital João XXIII com traumatismo craniano; família autorizou a doação de órgãos

Repórter da Band segue em coma após grave acidente na BR-381

Repórter da Band segue em coma após grave acidente na BR-381 | Reprodução

A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, teve a morte encefálica confirmada nesta quinta-feira (16/4), após sofrer um grave acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Ela estava internada em estado grave no Hospital João XXIII, com diagnóstico de traumatismo craniano e múltiplas fraturas.

O protocolo para confirmação foi iniciado ainda pela manhã e concluído à noite, após uma série de exames que atestaram a perda irreversível das funções cerebrais.

A informação foi confirmada pela emissora. A família decidiu pela doação de órgãos, diante do quadro considerado irreversível pelos médicos.

Acidente matou cinegrafista no local

O acidente envolveu o carro de reportagem da Band Minas e um caminhão. No veículo estavam Alice e o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, que morreu ainda no local da batida.

Segundo a Polícia Civil, o corpo do profissional foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal e liberado para a família. O sepultamento ocorreu nesta quinta, em Belo Horizonte.

As circunstâncias do acidente ainda são investigadas, e a perícia esteve na rodovia para coletar vestígios que devem embasar o inquérito.

Equipe voltava de reportagem

A equipe retornava à capital mineira após a produção de uma pauta sobre a duplicação da BR-381 e a redução de acidentes na rodovia.

Em nota, a Band Minas lamentou o ocorrido e afirmou que presta assistência às famílias, além de acompanhar o andamento das investigações.

Trajetória das vítimas

Natural de Belo Horizonte, Alice Ribeiro era formada em Jornalismo desde 2015 e acumulava passagens por emissoras de Minas Gerais e de outros estados. Desde 2021, integrava o grupo Bandeirantes e, mais recentemente, atuava na capital mineira.

Ela deixa o marido e um filho de menos de um ano. Rodrigo Lapa, por sua vez, era natural de Porto Alegre e também tinha trajetória no jornalismo.

Além da atuação como cinegrafista, participava de ações sociais, levando atividades circenses a crianças hospitalizadas. O profissional deixa esposa e uma filha de 6 anos.