Morre o motorista de aplicativo ferido durante execução no Aeroporto de São Paulo

Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Guarulhos

Tiroteio no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, ocorreu na sexta-feira (8/11)

Tiroteio no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, ocorreu na sexta-feira (8/11) | Reprodução/Band TV

Morreu neste sábado (9/11) o motorista de aplicativo que ficou ferido na execução que matou o empresário e delator do PCC, Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, durante tiroteio na sexta-feira (8/11) no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana de Capital.

Os tiros foram registrados na saída do Terminal 2. Celso Araujo Sampaio de Novais, 41 anos, foi atingido nas costas por um dos tiros de fuzil e estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Guarulhos. Morador de Guarulhos, ele deixa três filhos.

A vítima executada é o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, que teria mandado matar dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que age dentro e fora dos presídios.

Para ver o vídeo do momento do tiroteio, acesse a página no Instagram da Gazeta

Entre os feridos estão um funcionário terceirizado do aeroporto, atingido na mão, que está em observação no hospital, e uma mulher, de 28 anos, que já recebeu alta.

Após o crime, o carro usado no tiroteio foi encontrado abandonado em uma comunidade próxima, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo

Os suspeitos estão foragidos. A Polícia Civil trabalha com, ao menos, quatro criminosos envolvidos na ação. 

Gritzbach tinha envolvimento com o PCC e, em março, fez acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo. Ele entregou esquemas de lavagem de dinheiro e acusou um delegado do DHPP de extorsão. Também forneceu informações que levaram à prisão de dois policiais do Denarc.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmou que ofereceu proteção a Gritzbach, mas ele recusou e contratou quatro policiais militares para escolta.

Nenhum estava com ele no momento do crime. Dois seguranças alegaram problemas no carro. Investigadores desconfiam dessa versão e apuram falha proposital.