Nova licença-paternidade é sancionada: entenda o que muda e quem tem direito

Lei aprovada no Senado, recebeu a sanção de Lula e passa a veler para trabalhadores brasileiros

Legislação busca ampliar o tempo de cuidado dos pais com seus filhos

Legislação busca ampliar o tempo de cuidado dos pais com seus filhos | Ilustração/IA/Gazeta de S. Paulo

O presidente Lula sancionou nesta terça-feira (31/3) a lei que amplia a licença-paternidade no Brasil, estabelecendo um cronograma de aumento gradual do benefício até 2029.

A medida regulamenta a omissão legislativa apontada pelo STF e garante que os pais tenham mais tempo para o cuidado com os filhos, promovendo a divisão de tarefas e a igualdade de gênero no lar. A aprovação no Senado ocorreu no início do mês.

Entenda como funciona o novo salário-paternidade

A nova regra cria o salário-paternidade, onde o valor do benefício é pago pela empresa ao funcionário e, posteriormente, o empregador recebe o reembolso integral via Previdência Social.

O aumento dos dias de folga remunerada será escalonado para permitir a adaptação das contas públicas e do mercado de trabalho. A regra vale tanto para pais biológicos quanto para adotivos.

Confira o cronograma de ampliação aprovado pelo Governo Federal:

  • 2027: O benefício sobe de 5 para 10 dias de afastamento.
  • 2028: A licença passa a garantir 15 dias de dedicação.
  • 2029: O tempo limite definitivo chega aos 20 dias úteis.

Regras e restrições da nova legislação trabalhista

Para garantir o direito, o trabalhador deve cumprir o afastamento real das atividades laborais. É proibido exercer qualquer atividade remunerada no período, sob pena de perda do benefício previdenciário.

A lei prevê o cancelamento da licença em casos de violência doméstica ou abandono.

Como fica o Empresa Cidadã?

Hoje, as empresas do programa Empresa Cidadã já fornecem, sob algumas regras, a licença-paternidade de 20 dias. Com a nova lei, essas empresas poderão oferecer prazos maiores, podendo chegar a 35 dias de licença no futuro.