Número de mortos por PMs em serviço aumenta 24% de janeiro a julho em SP

185 pessoas foram mortas por policiais militares trabalhando, contra 149 nos mesmos meses do ano anterior

Policia Militar/Arquivo

Policia Militar/Arquivo | Danilo Verpa/Folhapress

Nesta terça-feira (1), os dados do Ministério Público, fechados de agosto, revelaram que o número de mortos pela Polícia Militar em serviço aumentou 24,2% de janeiro a julho deste se comparado ao mesmo período de 2022.

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Segundo informações do portal “g1”, nos primeiros sete meses do ano, o primeiro sob comando do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), 185 pessoas foram mortas por policiais militares trabalhando, contra 149 nos mesmos meses do ano anterior. O mês de julho registrou 33 vítimas, o maior número até agora.

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A Secretaria da Segurança Pública afirmou que segue “investindo de forma contínua no treinamento do efetivo e na implementação de políticas públicas para reduzir as mortes decorrentes de intervenção policial”.

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A operação Escudo que está acontecendo no Guarujá ocorre desde o dia 28, já foram mortas 12 pessoas por policiais militares em serviço em julho, 11 nos quatro últimos dias do mês.

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Os dados do Ministério Público mostram uma tendência de queda na letalidade policial nos dois últimos anos, com reduções seguidas depois das 484 mortes registradas em 2020: foram 313 em 2021, e 149 em 2022.

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O MP não contabiliza dados de policiais mortos, mas números da Secretaria da Segurança Pública indicam que cinco policiais militares foram mortos em serviço no primeiro semestre deste ano, contra três no mesmo período do ano passado.

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Operação Escudo

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A operação tem o objetivo de localizar e prender os assassinos de Patrick Bastos Reis, soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da corporação, morto a tiros por criminosos na última quinta-feira (27 de julho) no Guarujá, deixou ao menos 14 mortos até esta terça (1º de agosto) na Baixada Santista.

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Um levantamento do portal “g1” mostra que a atual operação da PM já é a mais letal no estado de São Paulo desde os “crimes de maio” de 2006, quando os agentes de segurança reagiram aos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) e mataram ao menos 108 pessoas, segundo a Defensoria Pública. 

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O que diz a Secretaria

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Em nota, a Secretaria da Segurança afirmou que, “no primeiro semestre de 2023, as forças policiais detiveram um total de 95.394 pessoas, representando um aumento de 8,4% em relação ao mesmo período do ano anterior”.

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“Em 99,76% dessas ocorrências não houve registro de mortes em confronto. Os números mostram que a principal causa das mortes decorrentes de intervenção policial não é a atuação da polícia, mas, sim, a opção do confronto feita pelo infrator, que subjuga as vítimas, colocando-as em risco, assim como todos os participantes da ação. Todos os casos dessa natureza são rigorosamente investigados pelas respectivas corregedorias, encaminhados ao Ministério Público e julgados pelo Poder Judiciário.

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A Pasta continua investindo de forma contínua no treinamento dos agentes e na implementação de políticas públicas para reduzir as mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP).

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