OMS pede cautela ao reduzir isolamento social

A entidade listou seis critérios que os países devem seguir ao adotar essa medida, sob o risco de verem a pandemia do novo coronavírus avançar novamente.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom fez alerta sobre o aumento de mortes no Brasil e cobrou que população leve pandemia a sério

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom fez alerta sobre o aumento de mortes no Brasil e cobrou que população leve pandemia a sério | Reprodução/Facebook

Autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) pediram nesta segunda-feira (13) que os países que vão flexibilizar a quarentena o façam de maneira lenta e cuidadosa. A entidade listou ainda seis critérios que os países devem seguir ao adotar essa medida, sob o risco de verem a pandemia do novo coronavírus avançar novamente.

“As medidas de controle de circulação devem ser tiradas lentamente e com cuidado. Não pode acontecer de uma só vez”, alertou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, indicando que isso só pode ocorrer se as medidas corretas de saúde pública estiverem em vigor, como a capacidade significativa de rastreamento de pessoas que entraram em contato com pacientes contaminados.

Tedros alertou, no entanto, que a covid-19 avança muito rápido e desacelera lentamente. “Enquanto alguns países estão pensando em como aliviar as restrições, outros estão pensando em introduzi-las, especialmente países de baixa e média renda na África, Ásia e América Latina”, ressaltou. Também foi citado que o coronavírus é 10 vezes mais mortal que o vírus responsável pela gripe H1N1 e que se propaga mais rápido.

O diretor-geral ponderou que em países com populações pobres, os pedidos para que as pessoas fiquem em casa e outras restrições de circulação usadas em países de alta renda são difíceis de serem implementadas. “Muitas pessoas pobres, migrantes e refugiados já estão vivendo em condições de superlotação, com poucos recursos e pouco acesso aos cuidados de saúde. Como você sobrevive a um lockdown quando depende de seu trabalho diário para comer?”, questionou.

Ele afirmou que cada governo deve avaliar sua situação, protegendo todos os seus cidadãos, especialmente os mais vulneráveis.