Operação Natal Seguro flagra mais de 90 mil produtos irregulares

Fiscalização nacional identificou falhas em brinquedos, pisca-pisca e alimentos típicos do Natal; multas podem chegar a R$ 1,5 milhão

Inmetro flagra 90 mil produtos com irregularidades

Inmetro flagra 90 mil produtos com irregularidades | Operação Natal Seguro/Inmetro

A Operação Natal Seguro, realizada pelo Inmetro em todo o Brasil, identificou irregularidades em 90.386 produtos comercializados às vésperas das festas de fim de ano.

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O número corresponde a cerca de 12% dos 725.230 itens fiscalizados ao longo do mês de novembro. O balanço oficial foi divulgado nesta quarta-feira (17/12).

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A ação ocorreu entre os dias 3 e 28 de novembro, com apoio da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade (RBMLQ-I), e teve como foco produtos de alta demanda no período natalino, como brinquedos, luzes pisca-pisca, alimentos típicos da ceia e bebidas alcoólicas.

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Segundo o chefe da Divisão de Regulamentação e Qualidade Regulatória do Inmetro, Hercules Souza, o resultado da fiscalização é preocupante. “É um número bastante representativo”, afirmou ele à Agência Brasil.

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Brinquedos lideram irregularidades

Os brinquedos foram os campeões de irregularidades na Operação Natal Seguro. Dos cerca de 549 mil brinquedos fiscalizados, 82,4 mil apresentaram algum tipo de infração.

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O problema mais recorrente foi a ausência do selo de conformidade do Inmetro, obrigatório para a venda desses produtos no mercado brasileiro.

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De acordo com o instituto, o selo garante que o brinquedo passou por testes mínimos de segurança. A falta dessa certificação indica que o item pode representar riscos, especialmente para crianças.

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“É bastante preocupante constatar que muitos produtos não foram submetidos aos ensaios exigidos”, alertou Souza.

Pisca-pisca de Natal 

As luminárias decorativas, conhecidas como pisca-pisca, também concentraram um número significativo de irregularidades.

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Aproximadamente 7,3% dos produtos analisados apresentaram problemas, principalmente relacionados à falta de informações obrigatórias nas embalagens.

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O Inmetro alerta que as luzes de Natal devem informar, em português, dados como marca, fabricante ou importador, CNPJ, País de origem, potência máxima e tipo de uso (interno ou externo). Além disso, o plugue deve conter o selo de conformidade do Inmetro.

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O órgão também reforça cuidados no uso desses produtos, como evitar instalações próximas a cortinas ou materiais inflamáveis, não fazer emendas na fiação e desligar as luzes ao dormir.

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Alimentos de Natal também entram na lista

Entre os alimentos típicos das festas de fim de ano, os maiores índices de irregularidades foram encontrados em produtos pré-embalados.

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A fiscalização apontou problemas em azeite (7,67%), azeitonas (7,32%), leite (3,73%), panetones (3,68%), frutas (2,83%), chocolates (2,62%), vinagre (2,12%) e bebidas alcoólicas (1,93%).

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As irregularidades envolvem, principalmente, informações incorretas ou incompletas nos rótulos, que podem prejudicar o direito do consumidor.

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Cidades com maior índice de irregularidades

Os municípios com os maiores percentuais de produtos fora das normas foram Guarulhos (SP) e Guarujá (SP), ambos com 100% de não conformidade.

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Também se destacaram Indaial (SC), com 99%; Timbó (SC), com 89%; Santana (AP), com 87%; Balneário Camboriú (SC), com 63%; Ariquemes (RO), com 55%; e Piracanjuba (GO), com 54%.

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Multas e orientação ao consumidor

Os estabelecimentos autuados podem recorrer administrativamente, conforme prevê a legislação. As multas aplicadas pelo Inmetro variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, dependendo da gravidade da infração, porte da empresa e reincidência.

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Para o Inmetro, o principal objetivo da Operação Natal Seguro é conscientizar consumidores e comerciantes.

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“O consumidor precisa ser um parceiro, evitando comprar produtos irregulares e exigindo sempre a nota fiscal”, afirmou Hercules Souza. “Comprar mais barato pode sair caro quando o produto não atende aos requisitos de segurança.”

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Ceia de Natal por região

Faltando menos de uma semana para o Natal, o movimento nos mercados aumenta, com consumidores em busca dos produtos para a ceia. O custo desta compra, porém, varia conforme a região da cidade de São Paulo. É o que aponta pesquisa do Procon-SP, divulgada nesta quarta-feira (17/12).