Na última quarta-feira (3), um padre da Paróquia de Propriá, no Povoado Santa Cruz, em Sergipe, expulsou um padrinho durante uma cerimônia de batismo. No vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o sacerdote gritar com o tio da criança, Gleidson Alves.
Assista ao vídeo:
O padre Rones Soares Buzaim ficou irritado quando o homem foi questionado sobre nome completo da criança, consultou a esposa e demorou a responder, segundo familiares. Ele não teria ouvido o que foi dito pelo padrinho e insinuou que o homem estava bêbado quando se recusou a batizar a menina.
Ao portal do G1, a mãe da criança, Evelyn Carolina dos Santos, de 19 anos, contou que não conseguiu batizar a filha Maria Gabrielly, de um ano e meio, em virtude do ocorrido.
“Ele gritou bem alto na frente de todo mundo: essa daí eu não batizo. Me senti humilhada, minha filha ficou assustada. Nunca vou esquecer isso. Ele acusou o padrinho que não bebe de ser cachaceiro”, disse.
De acordo com ela, a família gastou muito para organizar o batizado, que seria seguido por um jantar com parentes. No entanto, a comemoração foi suspensa depois que o batismo não aconteceu.
Retratação
Após a repercussão de vídeo, o padre disse que extrapolou os limites do bom senso e pediu perdão aos envolvidos.
Através de uma carta aberta à comunidade do Povoado Santa Cruz e à Diocese de Propriá, o religioso Rones Soares Buzaim se desculpou pelo ocorrido. “Dirijo o meu pedido de perdão, especialmente, à família da criança que seria batizada e, pessoalmente, ao padrinho, principais afetados pelo meu ato. Reconheço que me exaltei e acabei extrapolando os limites do bom senso”, disse.
Também através de nota, o Bispo de Propriá, Dom Vítor Agnaldo informou que tomou conhecimento dos fatos, e que já está atuando no sentido de compreender todo o contexto do ocorrido, com a prudência e cautela que o caso exige, a fim de adotar as providências canônicas pertinentes.
