Pela primeira vez na história da Polícia Militar do estado de São Paulo (PMESP), um cão policial saltou de paraquedas. O feito inédito ocorreu nesta quarta-feira (21/5), protagonizado por Coyote, um pastor belga malinois.
Ele integra o Canil do Grupo de Ações Táticas Especiais da PM (Gate), dedicado a ocorrências de alta complexidade, e está com 3 anos.
O caso não é inédito no Brasil, pois o Exército já possui cães paraquedistas. O treinamento agora permite que o cão atue em intervenções táticas em locais de difícil acesso.
Segundo o tutor do animal, o cabo Diego Albuquerque, Coyote permaneceu tranquilo durante todo o treinamento, mesmo com o uso de equipamentos novos.
Processo de adestramento
O uso de animais, como cachorros, em forças militares oferece vantagens como agilidade e faro apurado. Nesta quarta-feira, por exemplo, a polícia apreendeu quatro toneladas de maconha com a colaboração de um desses cães.
Para isso, é necessário treinamento com técnicas de recompensa para que os cães se familiarizem com o trabalho e sejam leais aos tutores.
Além disso, a Polícia Militar realiza adaptações nos equipamentos e nas viaturas para transporte de cães, e tem suporte veterinário dedicado.
Ao longo do adestramento e do serviço na polícia, os tutores criam um sentimento de apego com os cães. Albuquerque, que considera Coyote um amigo, já revelou o desejo de adoção após a aposentadoria do animal.
Em geral, os cachorros policiais têm tempo de serviço de oito anos ou menos em casos de problemas de saúde.
Por Diego Coppio
