Personal organizer: o que faz essa profissional e como aplicar a organização na sua rotina

Especialista explica como o trabalho de organização vai além de arrumar objetos e traz dicas para manter a mesa de trabalho funcional, inclusive em espaços pequenos

Foto: Canva/ eclipseimages

Uma boa organização impulsiona sensações de bem-estar. Segundo especialistas, um ambiente organizado reduz os níveis de estresse e ansiedade, pois envia sinais de segurança e previsibilidade ao cérebro. 

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Mas manter tudo no seu devido lugar é bastante díficil em meio a rotinas corridas, principalmente quando a bagunça é tanta que nem sabemos por onde começar. E é dessa demanda que surgem os personal organizers.

O que é um personal organizer?

O trabalho desse profissional vai além de colocar objetos em seus devidos lugares. A proposta é desenvolver sistemas que facilitem o uso dos espaços, reduzam o acúmulo e tornem as atividades cotidianas mais práticas. É preciso entender a rotina, identificar o que realmente é necessário ser mudado e criar soluções que possam ser mantidas no dia a dia. 

Entre os serviços estão a organização de cômodos, a criação de sistemas para guardar objetos, a reorganização de armários e a estruturação de ambientes de trabalho. A profissional também pode atuar em mudanças e na organização pós-mudança, quando é necessário repensar a utilização dos espaços.

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Durante o atendimento, a especialista avalia quais objetos são utilizados com frequência, quais podem ser armazenados em locais menos acessíveis e o que já não tem utilidade. A partir dessa análise, são definidas categorias, locais de armazenamento e formas de facilitar o acesso aos itens.

A organização, portanto, não precisa seguir um modelo único. Uma casa com muitos moradores, por exemplo, pode exigir soluções diferentes das de uma pessoa que vive sozinha. Da mesma forma, o sistema de um profissional que trabalha com documentos e equipamentos não será n

Aplique dicas dessa área na sua vida

Segundo Josi Martins, personal organizer parceira da Ou e mentora da Ou Educação, o primeiro passo é compreender como o ambiente é utilizado. A profissional explica que é necessário identificar as principais dificuldades da pessoa e avaliar o que pode ser modificado para tornar a organização mais funcional e fácil de manter.

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“Não é preciso ter uma casa grande ou estar diante de uma situação extrema de desorganização para procurar uma profissional. Muitas vezes, a necessidade é simplesmente criar uma lógica que funcione melhor para aquela rotina”, afirma.

Como a organização da mesa pode ajudar no trabalho?

A mesa de trabalho é um dos espaços em que a organização mais pode fazer diferença na rotina. Quando os materiais utilizados com frequência estão acessíveis e possuem um local definido, fica mais fácil encontrar o que é necessário sem interromper constantemente as atividades.

Josi explica que situações aparentemente pequenas, como procurar uma caneta, um documento ou um carregador, podem quebrar o ritmo de trabalho e tornar o dia mais cansativo. Uma mesa organizada também pode contribuir para uma sensação maior de conforto, já que o excesso de papéis e objetos pode transmitir uma impressão de sobrecarga.

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Isso não significa, entretanto, que a superfície precise permanecer impecável durante todo o expediente. A especialista ressalta que a mesa é um espaço de trabalho e naturalmente será modificada ao longo do dia. 

O importante é que exista uma lógica que facilite o uso e permita guardar os objetos depois, sem exigir muito esforço. “Na organização, funcionalidade é muito mais importante do que perfeição”, afirma.

Existe uma quantidade ideal de objetos sobre a mesa?

Não há um número universal de objetos que deva permanecer sobre a mesa. A quantidade adequada depende da atividade realizada e das necessidades de cada pessoa. “Para alguns profissionais, computador, agenda, canetas e garrafa de água podem ser suficientes. Outros precisam manter documentos, equipamentos e diferentes materiais à disposição”, explica.

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Uma orientação prática é observar o que realmente é utilizado durante o expediente. Os itens de uso diário devem permanecer acessíveis, enquanto os materiais usados apenas ocasionalmente podem ser guardados em gavetas, armários ou prateleiras.

A especialista recomenda manter a superfície relativamente livre, sem comprometer o espaço necessário para trabalhar com conforto. “Ao mesmo tempo, a organização não precisa eliminar a personalidade do ambiente, fotografias, plantas e objetos pessoais podem permanecer no local, desde que não ocupem a área necessária para as atividades”. conclui.

Quais objetos costumam deixar o ambiente mais bagunçado?

Alguns itens aparecem com frequência entre os responsáveis pelo acúmulo sobre a mesa. Cabos e carregadores, por exemplo, podem gerar poluição visual quando não possuem um local definido. O mesmo acontece com papéis que continuam sobre a superfície mesmo depois de cumprirem sua função.

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Canetas em excesso, materiais de escritório, embalagens, copos, brindes e objetos deixados provisoriamente também podem se acumular com o tempo. Para avaliar o que deve permanecer, Josi sugere uma pergunta simples: “Eu realmente uso isso durante o meu dia de trabalho?”.

Se a resposta for negativa, é possível verificar se o objeto deve ser guardado em uma gaveta, levado para outro ambiente, destinado a outra pessoa ou descartado adequadamente. A ideia não é eliminar tudo, mas garantir que cada item tenha uma função e um lugar.

Como organizar a mesa no home office quando falta espaço?

Para quem trabalha em casa e dispõe de pouco espaço, a organização exige atenção ao uso das superfícies. De acordo com Josi, sempre que possível, é importante delimitar uma área específica para o trabalho, mesmo que seja apenas um pequeno canto da casa.

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Essa separação ajuda a evitar que os materiais profissionais se espalhem por outros ambientes e também impede que objetos domésticos ocupem permanentemente o espaço de trabalho. A medida pode ser especialmente útil quando a mesma mesa é utilizada para diferentes atividades ao longo do dia.

Outra estratégia é aproveitar os espaços além do tampo da mesa. Gavetas, prateleiras e soluções verticais podem armazenar materiais que não precisam ficar sempre à mão. Dentro das gavetas, divisórias ajudam a criar categorias e evitam que pequenos objetos, como cabos, adaptadores e acessórios, fiquem misturados.

“Deixe acessível aquilo que é usado com frequência e guarde o restante de maneira prática, sem comprometer a área disponível para trabalhar”, reforça.

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Cinco minutos por dia podem ajudar a manter a organização

A manutenção do ambiente não precisa depender de grandes arrumações. Segundo a especialista, incorporar pequenos hábitos à rotina pode tornar o sistema mais fácil de seguir.

“Ao final do expediente, reservar cerca de cinco minutos para guardar os materiais utilizados, retirar copos e embalagens, reunir papéis e preparar a mesa para o dia seguinte já pode ajudar a evitar o acúmulo”, conta.

Uma vez por semana, a recomendação é fazer uma revisão mais cuidadosa. Nesse momento, vale arquivar ou digitalizar documentos, descartar o que não é mais necessário, devolver os materiais aos seus lugares e observar se algum objeto começou a se acumular.

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Josi explica que o mais importante é criar um sistema que seja simples de manter. Se organizar a mesa exigir muito tempo todos os dias, pode ser necessário rever a disposição dos objetos e a lógica de armazenamento. “A organização deve simplificar a rotina”, afirma.

O que fica na mesa, o que vai para a gaveta e o que pode sair do ambiente?

Uma maneira de começar a organização é separar os objetos em três grupos: aqueles que precisam permanecer sobre a mesa, os que podem ser guardados e os que já não precisam continuar naquele espaço.

Sobre a mesa: devem ficar os materiais utilizados diariamente, como computador ou notebook, canetas realmente necessárias, agenda ou planner de uso frequente, garrafa de água e carregadores que são utilizados constantemente, desde que estejam organizados. Também podem permanecer um ou poucos objetos pessoais que tragam conforto ao ambiente.

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Na gaveta ou no armário: entram materiais de escritório de reposição, cabos e carregadores de uso eventual, documentos que precisam ser guardados, cadernos consultados ocasionalmente, pequenos acessórios eletrônicos e estoques de canetas, post-its e outros materiais.

Fora do ambiente: podem ser destinados papéis antigos sem utilidade, embalagens vazias, equipamentos quebrados ou sem uso, brindes e objetos sem função, documentos que já podem ser descartados ou digitalizados e itens que pertencem a outros cômodos da casa. Acúmulos que permanecem no espaço apenas por falta de um destino definido também merecem ser avaliados.

A separação não precisa ser feita de uma só vez. O processo pode começar por uma gaveta, uma parte da mesa ou um grupo de objetos. O objetivo é construir, aos poucos, um ambiente que acompanhe a rotina de quem o utiliza, em vez de exigir uma organização difícil de sustentar.

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Para quem deseja contratar seu próprio personal organizar, Josi destaca que os profissionais da área podem ser encontrados por meio de seus canais oficiais e redes sociais. A escolha deve considerar as necessidades do ambiente e o tipo de serviço procurado.