A Polícia Militar de São Paulo decretou na última terça-feira (9/6) a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado e assinada pelo Coronel Antonio Thomazelli Junior, atual diretor do DIPM (Inatividade e Pensão Militar).
Desta forma, a transferência de Geraldo para a reserva da PM foi oficializada. Ele passará a receber o salário mensal da São Paulo Previdência (SPPrev).
O tenente-coronel é réu pela morte da esposa da policial militar Gisele Alves Santana, esposa do acusado. A mulher de 32 anos foi encontrada morta com um tiro na cabeça no último dia 18 de fevereiro.
Geraldo foi preso em 18 de março deste ano. Desde a prisão, o homem está com os pagamentos da Polícia Militar suspensos.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar de Geraldo.
Porém, a interrupção dos vencimentos previdenciários depende de uma decisão judicial definitiva. Portanto, mesmo com a aposentadoria decretada, o tenente-coronel continuará recebendo salário do governo do estado.
Segundo os critérios de proporcionalidade definidos, o pagamento deve ser próximo de R$ 20 mil.
Tenente-coronel réu por matar a esposa
A PM Gisele Alves Santana foi encontrada morta no apartamento onde vivia com o marido no Brás, na região central de São Paulo.
Inicialmente, a morte foi tratada como suicídio, mas a ocorrência evoluiu para um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual.
Atualmente, Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes. O tenente-coronel foi denunciado pelo Ministério Público e se tornou réu pelos crimes citados anteriormente.
