Polícia prende suspeitos de planejar ataque a bomba em show da Lady Gaga

Um homem foi preso e um adolescente apreendido pela Polícia Civil

Lady Gaga arrastou uma legião de fãs para evento na praia de Copacabana

Lady Gaga arrastou uma legião de fãs para evento na praia de Copacabana | Reprodução/X/Prefeitura do Rio

Um homem foi preso e um adolescente apreendido pela Polícia Civil por planejarem um atentado durante o show da cantora Lady Gaga, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste sábado (3/5).

O evento recebeu mais de dois milhões de pessoas, segundo a prefeitura do Rio de Janeiro.

A “Operação Fake Monster”, foi conduzida pela Polícia Civil em colaboração com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e conseguiu desarticular o plano com sucesso.

As investigações revelaram que o grupo extremista, do qual ambos faziam parte, recrutava participantes, incluindo menores de idade, para orquestrar ataques coordenados com explosivos improvisados e coquetéis molotov.

O objetivo, segundo a apuração, era obter reconhecimento nas redes sociais por meio desse “desafio coletivo”.

O homem indicado como líder da organização criminosa foi detido em flagrante no Rio Grande do Sul por porte ilegal de arma de fogo, enquanto o adolescente foi apreendido no Rio de Janeiro por envolvimento no esquema e por armazenamento de pornografia infantil.

A ideia de ataque no show da diva pop seria por um motivo de ódio do grupo contra a comunidade LGBTQIAPN+. Lady Gaga é uma grande apoiadora e defensora da comunidade, que arrastou uma legião de fãs para o evento. 

Ela chegou ao Brasil na segunda-feira, (28/4) e bateu recordes de turismo, incluindo na Rodoviária do Tietê, que precisou de ônibus extras.

Detalhes da investigação

A Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Polícia Civil foi a responsável pelo alerta sobre as atividades do grupo investigado, após identificar a crescente radicalização de adolescentes online.

Segundo a apuração, os investigados promoviam em plataformas digitais a disseminação de crimes de ódio, automutilação, pedofilia e conteúdos violentos, utilizando tais práticas como forma de integração e desafio entre os jovens.

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, para que o grupo fosse desmantelado.

Nos endereços dos alvos foram apreendidos dispositivos eletrônicos e outros materiais que serão analisados para o avanço das investigações.

Em um dos desdobramentos da operação, a equipe foi até Macaé, no Rio de Janeiro, para cumprir um dos mandatos.

Este suspeito, além de possuir planos de ataque para o show, ainda ameaçava matar uma criança ao vivo. Ele responderá judicialmente por terrorismo e induzimento ao crime.

A polícia informou que continua com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e desmantelar a rede criminosa que utilizava o ambiente virtual para incitar a violência.