Porta-voz de Trump é demitida após cinco dias no cargo em meio à polêmica sobre currículo

Passagem pela função foi marcada por dificuldades em sua primeira entrevista coletiva e questionamentos sobre sua formação profissional

Ex-comentarista da emissora Fox News, Katie assumiu o posto na terça-feira (13/10), em substituição a Karoline Leavitt/Jim Lo Scalzo/EFE/EPA

A secretária de imprensa da Casa Branca e porta-voz de Donald Trump, Katie Zacharia, foi demitida nesta sexta-feira (16/10), após cinco dias no cargo, segundo a imprensa norte-americana, com base em fontes do governo dos Estados Unidos.

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A breve passagem pela função foi marcada por dificuldades em sua primeira entrevista coletiva e questionamentos sobre sua formação profissional.

Ex-comentarista da emissora Fox News, Katie assumiu o posto na terça-feira (13/10), em substituição a Karoline Leavitt, que deixou o cargo para se dedicar à família. Em sua primeira e única coletiva, respondeu a perguntas de três jornalistas em uma entrevista de cerca de 15 minutos e teve dificuldade para responder a um dos questionamentos.

Pouco antes de a demissão ser divulgada, o presidente Trump afirmou que havia conversado com a secretária sobre a permanência no cargo. “Katie, será que isso é para você?”, disse ele, ao relatar a conversa com a porta-voz. Trump também afirmou que ela vinha sendo tratada de forma dura pela imprensa.

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Questionamentos sobre formação profissional

A atuação dela também foi alvo de questionamentos após jornais norte-americanos apontarem que ela não tinha licença para exercer a advocacia nos Estados Unidos, embora fosse apresentada por Trump como advogada. Na quinta-feira (15/10), ela confirmou, em entrevista à Fox News, que não havia sido aprovada no exame necessário para obter a habilitação profissional.

Formada em Direito pela Universidade Pepperdine em 2011, Zacharia havia afirmado que trabalhou como advogada em um escritório em Pequim, na China, onde morou após a transferência do marido. O diploma de Direito, porém, não concede automaticamente autorização para exercer a profissão nos Estados Unidos.

Na quarta-feira (14/10), a organização Campaign for Accountability pediu que a Ordem dos Advogados da Califórnia investigasse o caso. A entidade afirmou que se apresentar como advogado sem possuir licença pode configurar crime no estado.