Para rebater teorias falsas sobre o abandono ou transporte irregular de urnas eletrônicas, a Justiça Eleitoral mantém um protocolo rígido de segurança física e logística antes, durante e depois das eleições, para proteger o patrimônio público. Logo após a apuração das urnas, a totalidade das 563.910 mil máquinas é recolhida para cerca de 1,1 mil depósitos regionais e cartórios eleitorais cujos endereços são mantidos sob sigilo por razões de segurança.
Urnas que já tiverem seu tempo de vida útil ultrapassado passam por um processo rigoroso de descarte de peças e destruição de carcaça. De 2009 a 2018, a Corte descartou mais de 6.000 toneladas de equipamentos.
Manutenção técnica e modelos em uso
A conservação dos equipamentos inclui recargas periódicas de bateria e testes exaustivos dos componentes eletrônicos. A contratação de prestadores de serviço para a manutenção preventiva não abre brechas para adulterações de sistema, uma vez que o hardware da urna bloqueia qualquer código que não possua a assinatura digital emitida pelo TSE.
Para as Eleições 2026, a Justiça Eleitoral vai mobilizar 563.910 urnas eletrônicas, e os modelos mais recentes, UE2020 e UE2022, concentram 439.468 equipamentos, ou 77,9% do total.
As urnas UE2015 somam 95.065 unidades (16,9%), enquanto as UE2013 representam 29.377 equipamentos (5,2%).
Processo de descarte e retorno financeiro
Ao fim da vida útil de dez anos, o equipamento é totalmente descaracterizado e moído, garantindo que nenhuma peça exclusiva do tribunal permaneça intacta. Em setembro de 2021, o TSE finalizou o leilão para descartar 83 mil urnas, usadas entre 2006 e 2008.
De 2009 a 2018, a Corte descartou mais de 6.000 toneladas de equipamentos e, com isso, arrecadou cerca de R$ 2 milhões, que foram devolvidos ao orçamento público.
Empréstimo para eleições comunitárias e externas
As urnas desocupadas fora do período eleitoral também cumprem função social. Resolução de 2007 permite o empréstimo das máquinas para eleições de conselhos tutelares, órgãos de classe e associações:
- Regra de bloqueio: a cessão é proibida nos 120 dias anteriores e nos 30 dias posteriores aos pleitos oficiais.
- Apoio técnico: à Justiça Eleitoral é responsável por preparar a urna e treinar os mesários da entidade solicitante.
- Cooperação internacional: o modelo brasileiro já foi emprestado para pleitos em outros países, a exemplo do Paraguai em 2006.















