Prefeitura do Rio oficializa demissão de Monique Medeiros do serviço público

Medida publicada no Diário Oficial baseia-se em processo disciplinar que avaliou a conduta da ré pela morte de Henry Borel

O processo administrativo disciplinar (PAD) votou pela demissão da professora

O processo administrativo disciplinar (PAD) votou pela demissão da professora | Reprodução/TV Record

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), demitiu nesta quarta-feira (25/3) a pedagoga Monique Medeiros, ré pela morte do filho, Henry Borel. A medida foi publicada oficialmente no Diário Oficial.

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O processo administrativo disciplinar (PAD) votou pela demissão da professora. Desta forma, ela perde o cargo de educadora na rede municipal do Rio e deixa de ser servidora. O processo da Secretaria de Educação avaliou a conduta da mulher.

A demissão aconteceu apenas dois dias depois de a mulher deixar a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó. A defesa de Monique ressaltou que não teve acesso ao conteúdo do ato que gerou a perda de cargo da servidora concursada.

Desde a morte do menino, Monique vinha recebendo salários como trabalhadora pública municipal. O crime aconteceu há mais de cinco anos em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.

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O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, afirmou que a decisão de afastar a servidora das atividades em escolas aconteceu após ela ser solta pela primeira vez.

“O entendimento é que cabia, sim, a demissão. Eu sempre disse que ela nunca voltaria para a sala de aula. Solicitei ao prefeito (Eduardo) Cavaliere a demissão, com base no Estatuto do Servidor e no código de moral. Ela tratava justamente da atribuição fundamental da vida de um aluno, que é educar e cuidar das nossas crianças”, explicou Ferreirinha, destacando que o processo administrativo foi encerrado.

Relaxamento do processo e adiamento do júri

A educadora foi beneficiada por uma decisão da juíza Elizabeth Louro, do 2° Tribunal do Júri, que relaxou a prisão preventiva para evitar o que a juíza considerou um “constrangimento ilegal”, uma vez que o júri foi adiado para 25 de maio.

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Depois da soltura, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) entrou com um recurso pedindo que a Justiça revogue a decisão e que Monique retorne ao sistema prisional de forma imediata. O Tribunal de Justiça do Rio ainda analisa o caso.

O júri foi adiado depois que os advogados do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, se retiraram do plenário, após a juíza negar um pedido de adiamento do julgamento. A sessão precisou ser remarcada, já que o réu não poderia permanecer na sessão sem defensores.