Prefeitura troca operadora de ônibus após suspeita de ligação com o PCC

Nova empresa inicia uma operação assistida e ficará responsável por atender aproximadamente 555 mil passageiros por dia

Ônibus da Transwolff, empresa que teve o contrato rompido pela prefeitura

Ônibus da Transwolff, empresa que teve o contrato rompido pela prefeitura | Divulgação/Transwolff

A Prefeitura de São Paulo firmou, nesta segunda-feira (26/1) um contrato emergencial para garantir a continuidade do transporte coletivo na zona sul da capital.

A partir de 1º de fevereiro, a empresa Sancetur – Santa Cecília Turismo Ltda assume a operação das 133 linhas e cerca de 1.100 ônibus que pertenciam à Transwolff, concessionária que estava sob intervenção municipal desde abril de 2024.

Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans, a mudança não trará prejuízos aos usuários. A nova operadora inicia uma operação assistida e ficará responsável por atender aproximadamente 555 mil passageiros por dia, além de manter os empregos dos trabalhadores, o pagamento de salários, benefícios e os compromissos com fornecedores.

Empresa foi escolhida após análise técnica

Antes da contratação emergencial, a Prefeitura consultou empresas que atendem integralmente aos requisitos legais para operar o sistema de transporte público.

A Sancetur apresentou capacidade técnica, econômico-financeira, operacional e logística, além de comprovar regularidade fiscal e experiência prévia na prestação de serviços de transporte coletivo.

Paralelamente, a administração municipal já iniciou o processo de licitação definitiva, que irá definir o próximo concessionário responsável pela região atendida anteriormente pela Transwolff.

Intervenção na Transwolff

A Transwolff sofreu intervenção municipal em 9 de abril de 2024, por determinação da Justiça, após uma série de descumprimentos contratuais, como problemas financeiros, falhas operacionais, atrasos no cumprimento de obrigações trabalhistas e dificuldades na manutenção da frota, fatores que comprometeram a qualidade do serviço prestado à população.

Em julho do mesmo ano, a Prefeitura criou um grupo de trabalho para analisar a transferência dos contratos de concessão. Já em dezembro, diante da persistência das irregularidades, foi decretada a caducidade dos contratos, impedindo a empresa de continuar operando.

A substituição definitiva da concessionária foi anunciada em janeiro de 2025, com a adoção do contrato emergencial como medida para assegurar que o transporte público seguisse funcionando sem interrupções na zona sul da cidade.