A greve dos professores e servidores da rede municipal de ensino de São Paulo chegou ao fim nesta quinta-feira (21/5) após o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) decidir aceitar o protocolo de garantias apresentado pela Prefeitura.
A decisão foi tomada em assembleia da categoria e encerra a paralisação iniciada no último dia 28 de abril.
Com a aprovação do acordo, os profissionais devem retomar imediatamente as atividades nas escolas municipais da Capital. O Sinpeem era o último grande sindicato da educação que ainda mantinha a greve ativa.
O documento prevê uma série de compromissos envolvendo condições de trabalho, saúde mental, concursos públicos, climatização das escolas e reorganização da carreira dos profissionais da educação.
Protocolo prevê concursos, climatização e debates sobre saúde mental
Entre os principais pontos do acordo firmado entre os sindicatos e a Prefeitura está a autorização para realização de concursos públicos para professores da educação infantil, ensino fundamental e agentes escolares ainda em 2026.
O protocolo também prevê:
- Criação de grupos de trabalho sobre saúde mental dos profissionais da educação;
- Discussões sobre valorização do quadro de apoio escolar;
- Estudos para climatização dos ambientes de trabalho nas unidades de ensino;
- Ampliação do debate sobre readaptação funcional e bem-estar dos servidores;
- Reuniões permanentes de negociação entre sindicatos e Secretaria Municipal de Educação.
Outro ponto importante envolve ações voltadas à prevenção do adoecimento mental dos profissionais, tema que vinha sendo amplamente citado pelos servidores durante a greve.
Segundo o documento, haverá encontros bimestrais para acompanhamento das medidas e apresentação de relatórios sobre as condições de trabalho na rede municipal.
Retorno ao trabalho e reposição das aulas estão previstos no acordo
O protocolo também estabelece a reposição dos dias parados sem prejuízo aos estudantes. Os sindicatos se comprometeram a colaborar com a organização do calendário de reposição das aulas e compensação das horas não trabalhadas.
Além disso, a Prefeitura deverá protocolar a suspensão da ação judicial relacionada à paralisação após o encerramento oficial do movimento.
Mesmo com o fim da greve, parte da categoria segue cobrando reajuste salarial maior do que o proposto pela gestão do prefeito Ricardo Nunes. Atualmente, a proposta da administração municipal prevê reajuste total de 3,51%, dividido em parcelas para 2026 e 2027.
A expectativa agora é de normalização gradual das aulas na rede municipal nos próximos dias, enquanto as negociações sobre carreira e valorização profissional continuam sendo discutidas nas mesas permanentes previstas no acordo.
