Qualidade do ar e calor exigem atenção redobrada com idosos e geriatra do Iamspe alerta para sinais de desidratação que familiares não devem ignorar nos dias quentes

Entenda quais bebidas e alimentos ajudam a repor líquidos e por que algumas mudanças no comportamento podem indicar a necessidade de atendimento médico

Sozinha, a hidratação não trata a dislipidemia, mas cria um ambiente mais favorável para dieta, exercícios e tratamento funcionarem melhor (Fotos: Freepik)

Pessoas com problemas cardíacos ou renais podem precisar limitar a ingestão de líquidos e devem seguir as orientações médicas para evitar complicações. Foto: Reprodução/Freepik

A qualidade do ar e as condições de calor exigem atenção aos cuidados com a saúde da população idosa em São Paulo. Em um alerta, um geriatra do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) orientou familiares e cuidadores sobre a prevenção da desidratação nos períodos de temperaturas elevadas.

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Como o calor aumenta o risco de desidratação

Com o envelhecimento, o organismo perde parte da capacidade de conservar água. Os rins também passam por mudanças que dificultam a economia de líquidos. Além disso, o calor aumenta a perda de água pelo suor e pela respiração.

Por isso, a pessoa idosa precisa beber líquidos regularmente, mesmo quando não sente sede. A medida ajuda a prevenir a desidratação, que pode provocar sintomas físicos e alterações no comportamento.

Segundo o geriatra Maurício Miranda, do Iamspe, familiares e cuidadores têm papel importante nesse acompanhamento. A atenção deve ser maior com idosos que moram sozinhos ou dependem de outras pessoas para organizar a rotina.

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Sinais de desidratação que exigem atenção

A falta de líquidos pode provocar boca seca, fraqueza e tontura. A urina também pode ficar mais escura, concentrada e com cheiro forte, além de apresentar redução no volume.

Entretanto, alguns sinais são menos evidentes. O geriatra alerta para mudanças que podem indicar problemas de saúde, inclusive a ingestão insuficiente de água.

“Precisamos prestar atenção também nas manifestações menos óbvias. Confusão, sonolência, desânimo, quedas ou uma mudança repentina de comportamento podem ser sinais de que alguma coisa não está bem, inclusive de que a hidratação está insuficiente”, ressalta.

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Diante de confusão mental repentina, desmaio ou piora importante do estado geral, é necessário procurar atendimento médico. Esses sinais não devem ser atribuídos apenas ao calor.

O que oferecer para manter a hidratação

A água deve ser a principal opção ao longo do dia. No entanto, outros alimentos e bebidas também ajudam a aumentar a ingestão de líquidos.

Leite, água de coco, sucos, chás e sopas podem contribuir para esse cuidado. Frutas como melancia, melão, laranja, tangerina, abacaxi e morango também fornecem água.

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O especialista recomenda evitar bebidas com muito açúcar, principalmente para pessoas com diabetes. A escolha das bebidas deve considerar as condições de saúde de cada idoso.

“Uma recomendação muito simples é não esperar sentir sede para ingerir água. É importante que os cuidadores ofereçam líquidos várias vezes ao longo do dia, sobretudo em dias quentes”, orienta.

Quantidade de água depende da saúde de cada pessoa

Uma referência geral citada pelo especialista é de aproximadamente 30 mililitros de líquidos por quilo de peso corporal. Entretanto, essa estimativa não serve igualmente para todos.

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Pessoas com doenças cardíacas ou renais podem precisar limitar a ingestão de líquidos. Nesses casos, a quantidade deve seguir a orientação da equipe de saúde, sem mudanças por conta própria.

Qualidade do ar também merece acompanhamento

O boletim diário da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), divulgado em 12 de outubro de 2026, apresentou índices de qualidade do ar nas estações de monitoramento do estado. Em Piracicaba, o índice informado foi de 31, associado ao ozônio, com registro às 17h de 11 de outubro.

O documento também indicou condições meteorológicas favoráveis à dispersão dos poluentes nas regiões avaliadas. A qualidade do ar é definida conforme o poluente que apresenta a pior situação em cada estação.

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Durante períodos de calor, familiares e cuidadores podem acompanhar os boletins oficiais e ajustar atividades ao ar livre conforme as condições locais. Manter a oferta regular de líquidos e observar mudanças no estado de saúde são medidas importantes na rotina de cuidados com idosos.