Risco de queimaduras por fogos de artifício aumenta no Ano Novo; saiba como agir

Crianças e adolescentes são as principais vítimas de acidentes no período, diz Saúde de SP

Secretarias reforçam orientações de prevenção diante do aumento de atendimentos por queimaduras no País

Secretarias reforçam orientações de prevenção diante do aumento de atendimentos por queimaduras no País | Helder Lima/Prefeitura de Guarujá

Com a proximidade das celebrações de Ano Novo, as secretarias de Saúde reforçaram, nesta semana, o alerta à população em todo o País sobre os riscos do uso inadequado de fogos de artifício, diante do aumento recorrente de atendimentos por queimaduras graves durante o período festivo.

Em São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) destacou que os acidentes se concentram principalmente em mãos, rosto e olhos e afetam, em sua maioria, crianças e adolescentes.

Conforme a SES-SP, o manuseio incorreto de fogos pode causar queimaduras de diferentes graus, incluindo lesões profundas que atingem músculos, tendões e ossos. A pasta aponta que a falta de supervisão de adultos e a falsa percepção de segurança de alguns artefatos estão entre os principais fatores associados aos acidentes.

Como agir?

Em casos de queimadura, a orientação é interromper imediatamente o contato com a fonte de calor e lavar a área atingida com água corrente em temperatura ambiente por um período de 15 a 20 minutos. A Secretaria alerta que não devem ser utilizados produtos caseiros, pomadas ou qualquer substância sem orientação médica, por poderem agravar a lesão.

“Em uma queimadura por fogos, os tecidos continuam sofrendo por algum tempo, por isso é essencial interromper a ação do calor, resfriando a área com água corrente fresca por cerca de 15 a 20 minutos. Nunca gelo ou produtos como creme dental”, explica Haniel Hitner Rocha, médico coordenador da Unidade de Queimados do Hospital Geral de São Mateus.

Segundo a SES-SP, a demora na busca por atendimento pode resultar em infecções, dor intensa, cicatrizes permanentes e até perda de função do membro afetado. Situações que envolvem bolhas extensas, alterações na coloração da pele, sangramento, dificuldade de movimento ou ferimentos em áreas sensíveis, como rosto, mãos, pés e genitais, são consideradas graves e exigem atendimento médico imediato.

A Secretaria recomenda evitar o manuseio de fogos de artifício, especialmente em ambientes residenciais. Quando utilizados, os artefatos devem ser adquiridos apenas em estabelecimentos autorizados, manuseados exclusivamente por adultos e conforme as instruções do fabricante, mantendo distância segura de pessoas e materiais inflamáveis. Crianças não devem, em nenhuma hipótese, manipular fogos.

No estado de São Paulo, a Lei nº 17.389/21 proíbe a queima, soltura e comercialização de fogos de artifício com estampido, permitindo apenas os modelos sem efeito sonoro.

A medida procura reduzir riscos à saúde da população, proteger pessoas com hipersensibilidade ao barulho e preservar o bem-estar de animais. O descumprimento da legislação está sujeito às penalidades previstas em lei.