Richarlison acusa Flávio Bolsonaro em disputa por ilha de R$ 10 milhões em Angra dos Reis e pede investigação da PF

Richarlison afirma que perdeu a posse do imóvel sem receber o valor investido e que pretende doar parte do dinheiro recuperado a um hospital

Richarlison conta que a negociação ocorreu entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19. Foto: Divulgação

Richarlison conta que a negociação ocorreu entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19. Foto: Divulgação

O atacante Richarlison voltou a se manifestar sobre a disputa judicial envolvendo uma propriedade em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, e o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

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Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (17/10), o jogador do Tottenham, da Inglaterra, pediu que a Polícia Federal investigue o caso e afirmou que busca recuperar os cerca de R$ 10 milhões que diz ter investido no imóvel.

No pronunciamento, o atleta cobrou explicações do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Richarlison, o político demonstrou interesse em comprar a propriedade, mas ele não quis fechar negócio. O jogador afirma que perdeu a posse do local sem receber o dinheiro de volta.

“Então, peço ajuda aí à Polícia Federal também para estar investigando, porque a gente quer saber, né? A gente está em busca de resposta, estou em busca do meu dinheiro, nem quero a ilha de volta, não”, declarou.

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Richarlison conta que a negociação ocorreu entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19. Na época, ele teria adquirido o imóvel em sociedade com Alencar da Silveira, então presidente do América-MG, e Renato Velasco, seu antigo empresário.

O jogador afirma que recebeu propostas para vender a propriedade, inclusive de Flávio Bolsonaro, mas decidiu não negociá-la com o senador. “Eu não quis vender, mano, não quis vender a ilha pra ele”, afirmou.

Richarlison questiona transferência da posse

Ao explicar a disputa, Richarlison questionou o tempo necessário para regularizar a situação da propriedade e a rapidez com que, segundo ele, a posse passou para o advogado Willer Tomaz, próximo de Flávio Bolsonaro.

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De acordo com o atleta, a resolução da documentação poderia levar meses ou até um ano, enquanto a transferência teria ocorrido em apenas 24 horas. “Aí a Justiça falhou, os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão”, alegou.

A disputa judicial terminou com uma decisão favorável a Willer Tomaz. Flávio Bolsonaro, apesar de ter sido citado pelo jogador, não foi parte do processo.

Procurada pelo Terra, a campanha do senador não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

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Jogador promete ajudar hospital no Espírito Santo com dinheiro recuperado

Além de pedir a investigação do caso, o atacante afirmou que pretende destinar parte do dinheiro recuperado ao hospital de Nova Venécia, no Espírito Santo, sua cidade natal.

“Se eu recuperar esse dinheiro aí, parte do dinheiro eu estarei doando pro hospital lá da minha cidade, né. De Nova Venécia, pra poder tá ajudando o hospital lá”, disse.

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Richarlison também convocou moradores do Espírito Santo a cobrarem explicações de Flávio Bolsonaro durante a passagem do senador pelo estado, prevista para domingo (18/10).

“E eu como capixaba peço a vocês que estejam cobrando ele aí também para que ele possa tá devolvendo aí minha ilha”, afirmou.