A Argentina manterá em 2026 o limite máximo de 130 km/h para veículos leves em rodovias duplicadas, consolidando uma das velocidades permitidas mais altas da América do Sul.
A regra vale para vias com melhor padrão de infraestrutura e controle de acessos, colocando o país em um patamar acima do Brasil e mais próximo de modelos adotados em países europeus, como Itália e Alemanha.
A legislação argentina diferencia os limites segundo o tipo de via e o ambiente de circulação, priorizando maior fluidez em estradas mais modernas e restrições maiores onde há risco elevado de acidentes.
Limites variam conforme o tipo de rodovia
Nas autopistas, rodovias multicarris, sem cruzamentos em nível e com acessos controlados, carros e motocicletas podem trafegar a até 130 km/h. Já veículos pesados, como caminhões e ônibus, seguem limites inferiores, definidos por categoria.
Em semiautopistas, que ainda possuem alguns cruzamentos, o teto cai para 120 km/h para automóveis e motos.
Nas rodovias de pista simples, os limites são mais baixos: variam entre 80 e 90 km/h, dependendo do trecho, enquanto em áreas rurais a regra geral permite até 110 km/h para carros, motos e camionetes, com reduções progressivas para veículos de maior porte.
Em zonas urbanas, onde o fluxo de pedestres e o tráfego local exigem mais cautela, a velocidade máxima costuma oscilar entre 40 e 70 km/h.
Diferença em relação ao Brasil e padrão europeu
A política argentina contrasta com a adotada no Brasil, onde os limites são mais conservadores. Em cidades brasileiras, a velocidade varia geralmente entre 40 e 60 km/h. Já nas rodovias, o máximo permitido é de 80 a 100 km/h em pistas simples e 110 km/h em vias duplicadas.
Na Europa, o modelo argentino se aproxima do praticado em países como a Itália, que também permite 130 km/h em autoestradas. A Alemanha vai além: em alguns trechos das Autobahnen não há limite máximo obrigatório, embora exista a recomendação oficial de 130 km/h como velocidade segura.
Ao manter o teto elevado em vias de alto padrão, a Argentina reforça uma estratégia que combina infraestrutura, fiscalização e diferenciação de limites, apostando em maior fluidez sem abrir mão da segurança viária.
