A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) gastou R$ 114,6 milhões para retirar lixo flutuante do rio Pinheiros. Os dados são do Lixômetro, instalado às margens do rio, que é atualizado todas as sextas-feiras.
Os dados são contabilizados desde o início de 2023 até a última sexta (4/10). Foram retiradas, até a última semana, 63,6 mil toneladas de lixo. Entre os objetos mais retirados estão garrafas pet, isopor e brinquedos. Outros de maior volume também são vistos com frequência, como sofás e colchões.
A retirada desses materiais é realizada por meio de um barco que navega ao longo dos 25 quilômetros do Pinheiros. Após a coleta, os detritos são levados para um local chamado “área de rebaixo” (onde são depositados para secar) e, depois, colocados em caçambas e encaminhados para aterro sanitário.
Investimento em coleta
A coleta é realizada por meio do Programa IntegraTietê, que promove ações com foco na recuperação de um dos rios mais importantes do Estado.
Bairros poluentes:
Toda essa poluição chega na água com o lançamento direto no rio, ou pelas chuvas, que acabam arrastando a sujeira jogada nas ruas de toda a bacia do Pinheiros. Os bairros que costumam ter lixos puxados para o rio são:
- Jaguaré;
- Itaim Bibi;
- Morumbi;
- Guarapiranga;
- Vila Olímpia;
- Panamby;
- Capão Redondo.
A chuva também influencia diretamente na quantidade de água que chega até o rio Pinheiros. Com baixa ocorrência de chuvas, e, consequentemente, pouca água, a concentração de nutrientes e a proliferação de algas aumenta, causando uma tonalidade verde no rio.
Conscientização da população
Para conscientizar a população, a Semil e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) lançaram no último dia 23 de setembro um painel chamado “Lixômetro”, instalado às margens do Rio Pinheiros.
O equipamento exibe o volume de materiais retirados do canal e o gasto de dinheiro público para realizar a limpeza do lixo superficial. O equipamento fica próximo à Casa Conectada, localizada no Parque Bruno Covas.
