O estado de São Paulo registrou de novembro de 2024 a outubro deste ano os menores índices de roubos, latrocínios e homicídios desde o início da série histórica, em 2001. As informações foram divulgadas pelo governo paulista nesta sexta-feira (19/12).
A taxa de mortes por 100 mil habitantes, que em 2001 era de 33,3 casos, atingiu a média de 5,53. Esse número é ainda inferior à média de 5,65 registrada no mesmo período do ano anterior.
Em 2023, foram registrados 2.605 boletins de ocorrência por homicídios dolosos no Estado. No ano seguinte, o total caiu para 2.517. Até outubro deste ano, foram registradas 2.011 vítimas.
“Essa queda na taxa de mortes demonstra que houve uma mudança no entendimento do crime. A Polícia Militar passou mais tempo fazendo patrulhamento ostensivo, enquanto a Polícia Civil passou a ampliar às investigações, sempre trabalhando de forma integrada”, explicou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Latrocínios e roubos
Os latrocínios também atingiram o menor patamar desde 2001. Em 10 meses, foram registrados 109 casos, queda de 24,3% em relação ao ano anterior, que contabilizou 144 ocorrências.
Os roubos em geral, incluindo carga e banco, tiveram redução de 15% em todo o Estado. O total caiu de 162 mil registros para 137 mil ocorrências – também o menor número em 25 anos.
A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) destacou o programa Muralha Paulista, que utiliza câmeras de videomonitoramento para combater ações criminosas, como uma das principais responsáveis pela queda nos índices.
Apesar dos bons números, parte da polícia paulista tem criticado Tarcísio por uma pretensa desvalorização da categoria.
Segundo o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), há a necessidade urgente de valorização salarial, reestruturação das carreiras, realização de concursos públicos para recomposição do efetivo e modernização da infraestrutura para os policiais.
