O Smart Sampa ajudou as forças de segurança a prender mais de 900 foragidos da Justiça desde julho do ano passado, quando foi implantado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo.
Houve também a detenção de outros 2.102 criminosos em flagrante, além do encontro de 51 desaparecidos. Abaixo, entenda como o programa de reconhecimento facial funciona.
O modelo Smart Sampa
Segundo a gestão municipal, o Programa Smart Sampa é formado por mais de 25 mil câmeras instaladas em pontos estratégicos da Capital, em especial nas áreas de divisa com outras cidades.
Do total, 4 mil câmeras contam com a tecnologia de reconhecimento de placas de veículos. Os equipamentos têm algoritmos capazes de fazer o reconhecimento facial, ler placas de veículos e emitir alertas de invasões, vandalismos e furtos, por exemplo.
A comunicação com a Guarda Civil Metropolitana (GCM), em casos necessários, é quase instantânea, o que garante a detenção de boa parte dos suspeitos ou condenados.
O sistema ainda está integrado ao banco de dados de pessoas desaparecidas, ao banco de dados de foragidos da Justiça e está sendo conectado ao Córtex, do governo federal, para acesso a placas de veículos com registros de roubo e furto.
O projeto, considerado o maior da América Latina do tipo, permite ainda a integração com vários órgãos do serviço público como é o caso de Samu, CET e polícias Militar e Civil, entre outros.
Central do Smart Sampa
A central do programa está localizada na rua Quinze de Novembro, no Centro Histórico da Capital, onde foi instalado o “Prisômetro”, um painel que faz a contagem de presos pelo sistema.
O programa de videomonitoramento ajudou a prender em média 12 foragidos da Justiça por dia na cidade de São Paulo nos últimos 30 dias.
Somente nos primeiros 30 dias de funcionamento, o painel em LED contabilizou 185 foragidos da Justiça capturados, 193 prisões em flagrante e 10 desaparecidos localizados pela Guarda Civil Metropolitana (GCM).
