Starlink diz que cumprirá ordem do STF em suspender conta no X

Empresa via satélite, de Elon Musk, havia afirmado que descumpriria as ordens até que suas contas fossem desbloqueadas pela justiça brasileira

Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília

Fachada do Supremo Tribunal Federal, em Brasília | Valter Capanato/Agência Brasil

A empresa Starlink afirmou nesta terça-feira (3/9) que irá cumprir a ordem de suspensão do uso da plataforma X, no Brasil. 

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A fornecedora de internet havia informado no domingo (1º/9) que não seguiria a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) até que suas contas fossem desbloqueadas pela Justiça.

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Devido ao possível descumprimento, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri, informou que a empresa poderia perder a licença para atuar no Brasil.  

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“Independentemente do tratamento ilegal dado à Starlink no congelamento de nossos ativos, estamos cumprindo a ordem de bloquear o acesso ao X no Brasil”, publicou a Starlink no X, retrocedendo na decisão, conforme revelou a agência de notícias Reuters.

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Entenda o caso

A empresa de Elon Musk teve R$ 2 milhões bloqueados de sua conta por descumprir ordens judiciais do STF. O prazo para a Starlink recorrer do bloqueio terminou na última segunda-feira (2/09), sem que a empresa se pronunciasse. 

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A Starlink optou por ingressar com um mandado de segurança a fim de reverter a decisão, mas tal instrumento não serve para alterar decisões monocráticas do STF  (quando um único ministro expede uma ordem).

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Por esta razão, a ação foi recusada pelo ministro Cristiano Zanin na última sexta-feira (6/09).

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Suspensão do X no Brasil

Na última quarta-feira (28/8), o STF publicou em sua conta no X, uma intimação ao empresário Elon Musk para o antigo Twitter apresentar um representante legal no Brasil em até 24 horas.

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A empresa está sem representação nacional desde 17 de agosto, quando foi anunciado o fechamento dos seus escritórios no País, apesar dos serviços terem sido mantidos aos usuários.

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Após finalizado o prazo dado pela justiça, a empresa se pronunciou por meio de nota em inglês alegando censura. 

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A suspensão dos serviços iniciou de maneira gradual na noite de sexta-feira (30/8), após a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ser notificada pela suprema corte.