O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal. A sessão desta terça-feira (25) foi interrompida, o resultado deve ser divulgado em uma próxima sessão.
A decisão só passa a ter efeitos após a proclamação. A determinação não legaliza ou libera o uso da droga.
Veja como os ministros do STF votaram
Ministros que votaram a favor da descriminalização
- Gilmar Mendes
- Luís Roberto Barroso
- Rosa Weber (aposentada)
- Cármen Lúcia
- Dias Toffoli
- Alexandre de Moraes
- Edson Fachin
Ministros que votaram contra
- Cristiano Zanin
- Nunes Marques
- André Mendonça
O que aconteceu na Sessão
A Corte não legalizou ou liberou o consumo de entorpecentes. Ou seja, o uso de drogas, mesmo que individual, apesar de não ser crime, permanecerá como ato ilícito, ou seja, contrário a lei.
Ainda falta a definição dos efeitos da decisão, como, por exemplo: a quantidade máxima de droga a ser considerada para consumo própria e qual órgão aplicará as sanções, a justiça ou algum órgão administrativo.
Com isso, quem agir desta forma ainda estará sujeito às sanções que já estão na legislação, incluindo:
- Advertência sobre os efeitos das drogas; e
- Medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
Diferença entre descriminalização, despenalização e legalização
- Despenalizar: Significa substituir uma pena de prisão (que restringe a liberdade) por punições de outra natureza (restrições de direitos, por exemplo).
- Legalizar: É estabelecer uma série de leis que permitem e regulamentam uma conduta. Estas normas organizam a atividade e estabelecem suas condições e restrições, como regras de produção e venda, por exemplo. Também pune quem descumpre o que for definido. Na prática, é autorizar por meio de uma regra.
- Descriminalizar: Consiste em deixar de considerar uma ação como crime. Ou seja, em âmbito penal, a punição deixa de existir. Mas ainda é possível aplicar sanções administrativas ou civis.
*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita
