Os últimos dias nos Estados Unidos têm sido difíceis para a população que enfrenta a forte nevasca que atinge ao menos 17 estados do país.
Em decorrência da situação, pelo menos 30 mortes foram registradas nas regiões afetadas pelo frio intenso. As informações são da Associated Press.
O fenômeno meteorológico, previsto para ser maior que já atingiu a região nos últimos 30 anos, provocou acúmulo de até 30 centímetros de neve ao longo de uma faixa de 2.100 quilômetros, do Arkansas à Nova Inglaterra.
Altas em Pittsburgh
Em Pittsburgh, o Serviço Nacional de Meteorologia informou que foram registrados até 50 centímetros de neve na cidade.
Além disso, foi registrada sensação térmica de até -31 graus Celsius ao final da segunda-feira (27/1).
Frio segue sem dar trégua
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia, o frio não deve dar trégua tão cedo. Desde a última segunda-feira, uma nova massa de ar frio mantém as temperaturas baixas nos estados atingidos.
O órgão também aponta a possibilidade de que outra tempestade alcance partes da Costa Leste ao longo deste fim de semana.
Mortes
As mortes foram registradas em diferentes regiões do país e em circunstâncias variadas. Duas pessoas morreram após serem atropeladas por veículos limpa-neve nos estados de Massachusetts e Ohio.
Também houve acidentes fatais envolvendo trenós no Arkansas e no Texas, que resultaram na morte de adolescentes.
No Kansas, uma mulher foi encontrada sem vida, coberta de neve, após ter sido vista pela última vez ao sair de um bar.
Em Nova York, autoridades informaram que oito pessoas foram encontradas mortas ao ar livre durante o fim de semana marcado por temperaturas extremas.
Apagões e danos estruturais
A tempestade também provocou falhas no fornecimento de energia em larga escala. Na noite de segunda-feira, mais de 560 mil residências e estabelecimentos permaneciam sem eletricidade nos Estados Unidos, segundo o site PowerOutage.com.
A maioria dos apagões foi registrada no sul do país, onde chuvas congelantes derrubaram árvores e cabos de energia, afetando principalmente o norte do Mississippi e partes do Tennessee.
As autoridades alertam que a normalização do serviço pode levar dias.
Situação crítica no Mississippi
No Mississippi, equipes de emergência distribuíram camas de campanha, cobertores, água e geradores em centros de acolhimento.
A região enfrenta a pior tempestade de gelo desde 1994, de acordo com o governo estadual.
Ao menos 14 residências, um estabelecimento comercial e cerca de 20 vias públicas sofreram danos significativos, informou o governador Tate Reeves.
Impacto em escolas e universidades
A Universidade do Mississippi suspendeu as aulas durante toda a semana. Estudantes permaneceram abrigados no campus de Oxford, que segue coberto por uma camada de gelo.
Robyn Tannehill, prefeita da cidade, afirmou que a queda de árvores, galhos e fios de energia deixou diversas ruas intransitáveis e comparou o cenário ao de áreas atingidas por tornados.
Caos aéreo e transporte afetado
O mau tempo também impactou o transporte aéreo. Na segunda-feira, mais de 12 mil voos foram cancelados ou sofreram atrasos em todo o país, segundo o site FlightAware.
No domingo, cerca de 45% dos voos nos Estados Unidos foram cancelados — o maior volume diário desde o início da pandemia de Covid-19, conforme dados da empresa Cirium.






