Tenente-coronel da PM se afasta após morte de esposa ser tratada como suspeita em SP

Policial foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava, na região central de SP

A Polícia Militar de São Pauto decretou na última terça-feira (9/6) a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto/Divulgação

Informação foi confirmada pela corporação nesta terça-feira (3/3) | Reprodução/Instagram

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, pediu afastamento das funções após a morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos.

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A informação foi confirmada pela corporação nesta terça-feira (3/3). Em nota, a Polícia Militar (PM) informou que o oficial está afastado.

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A policial foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava, no Brás, região central de São Paulo. Inicialmente registrada como suicídio, mas a ocorrência foi reclassificada para apurar as circunstâncias do disparo.

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Versão do tenente-coronel

Em depoimento, Geraldo afirmou que discutiu com a esposa após comunicar que pretendia se separar.

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Segundo ele, foi tomar banho e, cerca de um minuto depois, ouviu o disparo. Ao sair do banheiro, relatou ter encontrado Gisele caída na sala, com ferimento na cabeça e segurando a arma dele. O oficial disse ter acionado as autoridades logo em seguida.

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Apesar disso, a família da soldado, relatou a polícia que o relacionamento era marcado por conflitos e que Gisele sofria violência psicológica. Eles afirmam que ela era alvo de controle por parte do marido, que a impedia de usar determinados acessórios e a acompanhava em atividades cotidianas.

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Até o momento, Geraldo Leite Rosa Neto não é tratado como investigado no inquérito. A defesa dele foi procurada para comentar o caso.

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Gisele Alves Santana estava na corporação e deixa uma filha de sete anos. A criança não estava no apartamento no momento do disparo.

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Inconsistências na investigação

Laudos da Polícia Técnico-Científica identificaram sangue no box do banheiro por meio de luminol, mas o material ainda será analisado. O laudo necroscópico apontou que o disparo foi feito com o cano da arma encostado no lado direito da cabeça da vítima.

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O exame residuográfico, que detecta vestígios de pólvora, teve resultado negativo tanto para as mãos da soldado quanto para as do tenente-coronel. Novos exames estão em andamento para esclarecer quem efetuou o disparo.

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A Polícia Civil avalia a possibilidade de solicitar a exumação do corpo para aprofundar a investigação, medida que depende de autorização judicial.