A morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, passou a ser investigada como morte suspeita pela Polícia Civil de São Paulo.
Inicialmente registrada como suicídio, a ocorrência foi reclassificada para apurar as circunstâncias do disparo que atingiu a soldado dentro do apartamento onde morava, no Brás, região central da capital paulista.
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça na manhã de quarta-feira (18/2). Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mas não resistiu aos ferimentos. A arma utilizada pertence ao companheiro da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.
Segundo relato do oficial à polícia, ele estava no banho quando ouviu um barulho e, ao sair do banheiro, encontrou a esposa caída no chão. O caso foi registrado no 8º Distrito Policial (Brás). Até o momento, ele não é formalmente considerado suspeito. A defesa do tenente-coronel não foi localizada.
No início deste ano, o Instituto Médico Legal confirmou que um corpo localizado em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, era do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos.
Vítima vivia relacionamento abusivo
Em depoimento, a mãe da vítima afirmou que a filha vivia um relacionamento abusivo. De acordo com ela, Gisele sofria restrições impostas pelo marido, como proibição de usar batom, salto alto e perfume, além de cobranças relacionadas a tarefas domésticas.
A mãe também relatou que, ao manifestar intenção de se separar, a policial teria recebido do companheiro uma foto em que ele aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.
Familiares afirmam que Gisele fazia planos profissionais, incluindo uma recente promoção para atuar no Tribunal de Justiça de São Paulo, e que não apresentava sinais de que atentaria contra a própria vida. Ela trabalhava na corporação desde 2014 e deixa uma filha de 7 anos.
A Secretaria da Segurança Pública informou, em nota, que diligências estão em andamento e que a inclusão da natureza “morte suspeita” tem como objetivo aprofundar a apuração dos fatos. Exames periciais e laudos técnicos devem auxiliar na definição sobre se houve suicídio ou eventual crime.
O sepultamento ocorreu na sexta-feira (20/2), em Suzano, na Grande São Paulo.
