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Representantes da polícia, da concessionária e da Alesp anunciaram novo protocolo | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
A Polícia Rodoviária Estadual de São Paulo (PMRv) e a concessionária Ecovias Imigrantes anunciaram um protocolo inédito para casos de bloqueio nas vias do Sistema Anchieta-Imigrantes após acidentes. A novidade foi apresentada na manhã desta quarta-feira (3/12), no 1º Batalhão da PMRv, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
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O anúncio coletivo foi feito pelo tenente-coronel Marcelo Estevão de Oliveira, pelo diretor-superintendente da Ecovias, Ronald Marangon, e pela deputada estadual Solange Freitas (União Brasil), em caso de vias bloqueadas por longo tempo em razão de acidentes, o protocolo contará com:
O novo protocolo define três níveis de ocorrência, com ações progressivas de acordo com o tempo de bloqueio, as condições de tráfego e o impacto aos usuários:
Nível 1: situações de curta duração, com previsão de liberação em até 3 horas. Nesse caso, a concessionária realiza sinalização emergencial, comunicação ativa e, quando possível, a retirada dos veículos represados por acessos operacionais. A PMRv reforça a segurança e ordena o fluxo.
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Nível 2: em interdições de média duração, entre 3 e 6 horas, a concessionária passa a distribuir água aos motoristas e passageiros, reforça as equipes de campo e mantém ambulância para emergências. A PMRv mantém apoio na segurança e circulação.
Nível 3: em bloqueios superiores a 6 horas ou ocorrências de grande impacto, ocorre a ampliação das ações humanitárias, como entrega de snacks ou lanches, acesso a banheiros e, quando necessário, solicitação de ônibus para deslocamento de usuários. Ao policiamento, cabe manter as medidas de segurança pública, inclusive para garantia da instalação das estruturas de apoio da concessionária.
O protocolo já está em funcionamento, porém não será utilizado para morosidade causadas por motivos esperados, como festas de fim de ano e feriados prolongados.
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"Esse é um protocolo voltado para situações de emergência, como acidentes com bloqueio de pista, que as pessoas não tenham como sair daquele ponto por um tempo prolongado. São situações de exceção", explicou Marangon. Os recursos serão da Ecovias.
Em março deste ano, um caminhão bateu contra uma passarela na Via Anchieta, na altura do km 52, em Cubatão. O acidente bloqueou totalmente a rodovia por quase 12 horas.
"Esta é uma parceria. Trabalhamos em total sintonia e integração [com a concessionária]. Há muito a ser feito, mas o primeiro passo foi dado", seguiu o tenente-coronel Estevão.
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A deputada Solange Freitas, que tem base eleitoral na Baixada Santista e no Vale do Ribeira, explicou que os parlamentares da Alesp passaram a discutir uma lei para obrigar concessionárias a tomarem atitudes em caso de travamento do fluxo de veículos em rodovias por longos períodos.
"Naquele momento os usuários ficaram horas e horas sem nenhum tipo de assistência, sem água, sem alimentação, sem poder ir ao banheiro. Os deputados então se reuniram, e dali surgiu a ideia do projeto de lei que está tramitando, para criar protocolos em todas as estradas em casos como esse. Daquela reunião surgiu a ideia de fazer esse protocolo entre a polícia e a Ecovias", destacou.
Agora, disse, a intenção é que as outras concessionárias sigam a iniciativa mesmo antes de uma lei estadual. "Tenho certeza que as outras também vão partir para isso. É uma novidade, que com certeza será levada a outras concessões. Não precisa esperar virar lei", completou Solange.
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