Volta às aulas aumenta trânsito em até 115% em São Paulo, aponta CET

Números consideram a média diária de congestionamentos em quilômetros registrados na cidade

A CET vai monitorar a interdição e orientar o trânsito na região

Dados referentes a fevereiro de 2026 ainda estão em fase de apuração e não foram divulgados até o momento | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

O retorno às aulas costuma impactar diretamente o trânsito da capital paulista. Dados históricos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostram que, entre os meses de janeiro e fevereiro, a lentidão nas vias de São Paulo registra aumento significativo, impulsionado pelo fim das férias e pela retomada da rotina escolar.

De acordo com a CET, nos últimos sete anos, a variação média de lentidão entre janeiro e fevereiro ficou entre 35% e 115%.

Os números consideram a média diária de congestionamentos em quilômetros registrados na cidade.

Dados referentes a fevereiro de 2026 ainda estão em fase de apuração e, por isso, não foram divulgados até o momento.

Volta às aulas trava trânsito paulistano 

Em 2019, a média de lentidão passou de 339 quilômetros em janeiro para 530 quilômetros em fevereiro, uma variação de 56%.

Já no ano seguinte, em 2020, o aumento foi ainda maior: de 249 quilômetros para 480 quilômetros, registrando um crescimento de 93%.

Em 2021, a variação registrada foi de 35%, com a média subindo de 213 quilômetros em janeiro para 287 quilômetros em fevereiro.

Já em 2022, o impacto foi mais acentuado, com aumento de 115%, quando a lentidão saltou de 125 quilômetros para 269 quilômetros no comparativo entre os dois meses.

Nos anos mais recentes, o padrão se manteve. Em 2023, a média passou de 207 quilômetros em janeiro para 367 quilômetros em fevereiro, variação de 77%.

Em 2024, o aumento foi de 70%, saindo de 207 para 352 quilômetros. Em 2025, a lentidão subiu de 225 quilômetros em janeiro para 419 quilômetros em fevereiro, crescimento de 86%.

Segundo a CET, o comportamento se repete historicamente devido à volta gradual das atividades escolares e ao aumento do número de veículos circulando pela cidade após o período de férias.