Aena leva Galeão por R$ 2,9 bilhões e assume aeroporto do Rio de Janeiro até 2039

Concessão ocorre por meio de venda assistida da atual operadora e depende da assinatura do contrato de compra e venda

Também estão previstos cerca de 1.990 voos, entre pousos e decolagens, alta de 13% sobre 2025

Com o resultado, a empresa passa a administrar 18 aeroportos no Brasil | Divulgação/RIOGaleão

A espanhola Aena venceu o leilão de concessão do Aeroporto Internacional do Galeão com proposta de R$ 2,9 bilhões, em certame realizado nesta segunda-feira (30/3) na B3. O contrato prevê a operação do terminal até maio de 2039.

O governo federal projetava arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão com o novo leilão do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, marcado para o dia 30 de março, na B3, em São Paulo.

O valor corresponde a um fundo estimado de 62,5% sobre o lance mínimo fixado em R$ 932 milhões, segundo técnicos do Ministério de Portos e Aeroportos.

A concessão ocorre por meio de venda assistida da atual operadora e depende da assinatura do contrato de compra e venda e da aprovação de órgãos reguladores. A expectativa é que a Aena assuma integralmente o aeroporto no segundo semestre de 2026.

Com o resultado, a empresa passa a administrar 18 aeroportos no Brasil, consolidando-se como a maior concessionária do país em número de terminais. A rede inclui ativos como o Aeroporto de Congonhas, além de aeroportos no Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

Aeroporto do Galeão

O Galeão registrou 17,8 milhões de passageiros em 2025, sendo cerca de 5,7 milhões internacionais, o que o coloca como o terceiro mais movimentado do país e uma das principais portas de entrada aérea do Brasil.

O terminal também tem relevância no transporte de cargas, com cerca de 68 mil toneladas movimentadas no período.

O novo contrato prevê mudanças em relação ao modelo anterior, incluindo pagamento variável de 20% da receita à União até o fim da concessão e a retirada da obrigatoriedade de construção de uma terceira pista.

Segundo a empresa, a infraestrutura atual é suficiente para atender à demanda projetada, sem exigência imediata de novos investimentos em expansão.

A operação será financiada com recursos próprios da Aena e empréstimo de instituição financeira local. A empresa atua no Brasil desde 2020 e movimenta mais de 62 milhões de passageiros por ano no país.

Globalmente, a Aena administra aeroportos na Europa e na América Latina e é considerada a maior operadora aeroportuária do mundo em número de passageiros.