Café brasileiro bate recorde e é vendido por R$ 134,6 mil em leilão

Lote, da variedade geisha e processado pelo método natural, foi arrematado pela empresa japonesa Snow Beans Coffee

Café foi produzido por Luiz Paulo Dias Pereira Filho, na Fazenda Santuário Sul em Minas Gerais/Divulgação

Um café produzido em Carmo de Minas, no sul de Minas Gerais, foi vendido por cerca de R$ 134,6 mil por saca de 60 quilos em um leilão internacional realizado nesta sexta-feira (16/10), no Japão. O valor é o maior já pago por um café brasileiro em pregões da ACE (Alliance for Coffee Excellence).

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O lote, da variedade geisha e processado pelo método natural, foi arrematado pela empresa japonesa Snow Beans Coffee por US$ 200 por libra-peso. Considerando uma saca de 60 quilos, o valor chega a aproximadamente US$ 26,4 mil.

O café foi produzido por Luiz Paulo Dias Pereira Filho, na Fazenda Santuário Sul. A negociação ocorreu durante a SCAJ 2026 – World Specialty Coffee Conference and Exhibition, feira dedicada aos cafés especiais realizada em Tóquio, no Japão. O leilão teve participação presencial e também pela internet.

Café geisha foi produzido no sul de Minas

A variedade geisha é um tipo de café arábica originário da Etiópia que ganhou destaque no mercado internacional depois de conquistar reconhecimento em concursos realizados no Panamá, especialmente a partir de 2004.

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O grão é conhecido pela complexidade de seu perfil sensorial, que pode apresentar aromas e sabores associados a flores, frutas cítricas e chá, dependendo das condições de cultivo e do processamento utilizado.

No lote vendido no Japão, foi empregado o processamento natural, técnica em que os frutos são secos inteiros, mantendo a polpa e as demais camadas ao redor dos grãos durante a secagem.

Esse método pode contribuir para características como maior doçura e presença de notas frutadas na bebida.

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A produção de cafés especiais também envolve cuidados desde a colheita até o processamento e a seleção dos grãos. Em variedades valorizadas, como a geisha, a combinação entre qualidade, características sensoriais e oferta limitada pode aumentar o interesse de compradores especializados.

Disputa internacional elevou o preço do café

O valor recorde alcançado pelo lote está relacionado a uma série de fatores, como a variedade do café, a qualidade dos grãos, o perfil sensorial, o processamento e a disputa entre compradores durante o leilão.

Após a venda, Luiz Paulo Dias Pereira Filho destacou a importância do resultado para a cafeicultura brasileira e afirmou que o preço alcançado demonstra o reconhecimento internacional do trabalho dos produtores.

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“Vendermos por US$ 200 a libra mostra que todo o trabalho feito pelo produtor é reconhecido globalmente e também coloca o Brasil na primeira prateleira da qualidade do setor de café especial no mundo”, afirmou.

O produtor também agradeceu o apoio da BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais) durante o evento e ao longo da trajetória do Cup of Excellence.

Apesar do valor expressivo, a quantia não representa o preço habitual do café geisha nem o valor praticado no mercado de café em geral. O recorde corresponde a uma negociação específica em um leilão internacional, na qual as características do lote e o interesse dos compradores influenciaram diretamente o preço final.

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