Esquecimentos frequentes, dificuldade de concentração, cansaço mental e a falta de foco podem ter relação com diversos fatores, o que inclui a alimentação.
O cérebro é um dos órgãos que mais consomem energia no organismo e depende de nutrientes específicos para manter suas funções.
A nutricionista Renata Branco pontua que a saúde cerebral está diretamente relacionada à qualidade da alimentação, ao equilíbrio intestinal e ao controle de processos inflamatórios.
“O cérebro precisa de nutrientes para funcionar adequadamente. Quando a alimentação é pobre em vitaminas, minerais e compostos antioxidantes, podemos comprometer processos importantes relacionados à memória, à concentração e ao desempenho cognitivo. Não basta pensar apenas no corpo; precisamos também alimentar o cérebro”, explica.
Veja os dez alimentos que são aliados da memória, concentração e saúde mental
Melatonina
Além da regulação do ciclo sono-vigília, apresenta ação antioxidante e neuroprotetora
Vitamina
Participa de processos relacionados à comunicação e à plasticidade neuronal.
Triptofano
Aminoácido envolvido na produção de serotonina e em mecanismos ligados ao “eixo” intestino e cérebro.
Coenzima Q10
Contribui para a produção de energia celular e a proteção contra o estresse oxidativo.
Vitaminas do complexo B
Essenciais para o metabolismo energético e o funcionamento do sistema nervoso.
Creatina
Participa do fornecimento de energia às células cerebrais e vem sendo estudada por seus possíveis efeitos cognitivos.
L-teanina
Composto associado ao relaxamento e à redução do estresse mental.
Cafeína
Pode favorecer temporariamente a atenção, o estado de alerta e o tempo de reação.
Ômega-3
Importante para a estrutura das membranas neuronais e para processos relacionados à saúde cerebral.
Magnésio
Participa da transmissão nervosa e de mecanismos envolvidos na plasticidade cerebral.
Esse conjunto de alimentos não denota milagre
Renata destaca que não existe um nutriente milagroso capaz de melhorar sozinho a memória ou impedir o declínio cognitivo. “Os nutrientes trabalham em conjunto. Uma alimentação equilibrada, rica em vegetais, frutas, grãos integrais e fontes de gorduras saudáveis, é a base para proteger o cérebro.
A suplementação pode ser necessária em situações específicas, mas deve ser individualizada. Tomar suplementos sem avaliar as necessidades do organismo não significa ter mais saúde cerebral”, conclui a nutricionista.
