O governo federal anunciou nesta quarta-feira (11/2) um pacote de R$ 5,7 bilhões em investimentos para a ampliação de 11 aeroportos brasileiros, com recursos do BNDES e da iniciativa privada.
O principal destaque do projeto é a construção de um novo terminal no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, considerado estratégico para o turismo de negócios do país.
Somente em Congonhas, o aporte previsto chega a R$ 2 bilhões. A ampliação vai mais que dobrar a área do aeroporto, que passará de 40 mil para 105 mil metros quadrados, além de melhorar a infraestrutura operacional e a experiência dos passageiros. A entrega das obras está prevista para junho de 2028.
O aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, será leiloado no dia 30 de março, com lance mínimo de R$ 932 milhões.
Congonhas terá novo terminal
Além do novo terminal, o projeto prevê a ampliação do pátio de aeronaves, que aumentará a capacidade de 12 para 19 aviões. Também estão programadas a construção de novos terminais de carga e mudanças nos acessos e saídas do aeroporto, para reduzir os gargalos no trânsito da região.
O ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, afirmou que Congonhas é essencial para a economia paulistana e para o turismo corporativo. Segundo ele, a modernização da infraestrutura aeroportuária tem impacto direto no desenvolvimento econômico.
Investimentos geram empregos em três regiões do país
Segundo o governo, as obras nos 11 aeroportos devem gerar 2 mil empregos diretos durante a fase de construção e cerca de 700 postos permanentes após a conclusão das ampliações. O financiamento inicial soma R$ 5,7 bilhões, sendo R$ 4,7 bilhões do BNDES e R$ 1 bilhão do Santander.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o investimento vai beneficiar 29 milhões de passageiros. Com a entrada de novos recursos previstos para os próximos anos, o total pode chegar a R$ 9,2 bilhões.
Os aeroportos contemplados estão distribuídos por três regiões do país:
- São Paulo (SP): Congonhas;
- Mato Grosso do Sul: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá;
- Pará: Santarém, Marabá, Carajás e Altamira;
- Minas Gerais: Uberlândia, Uberaba e Montes Claros.
