IR 2026: despesas médicas e omissão de renda são principais alvos da Receita

Erros em gastos com saúde e falta de informes retiveram 1,4 milhão de declarações em 2025

Uso da declaração pré-preenchida é a principal recomendação para garantir a restituição sem atrasos ou pendências

Uso da declaração pré-preenchida é a principal recomendação para garantir a restituição sem atrasos ou pendências | Reprodução/Adobe Stock

A temporada de ajuste de contas com o Leão em 2026 exige atenção redobrada dos contribuintes para evitar a Malha Fina. Com o avanço da tecnologia de monitoramento, a Receita Federal consegue identificar divergências em poucos dias após o envio.

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Em 2025, o fisco registrou que 32,6% das retenções ocorreram por inconsistências em despesas médicas. O órgão cruza as informações enviadas pelo paciente com as notas emitidas por médicos, dentistas e hospitais de forma automática.

A declaração do IR 2026 começa na segunda-feira (23/6) e vai até 29 de maio. Já estão definidas as datas de restituição e cashback para 4 milhões de pessoas.

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Erros comuns no Imposto de Renda

A omissão de rendimentos e falhas em deduções representam a maior parte dos problemas encontrados pelo fisco. Confira os pontos de maior atenção para o contribuinte:


    • Despesas médicas sem comprovação: informar valores maiores do que os reportados pelos profissionais de saúde (32,6% dos casos).
    • Omissão de rendimentos: esquecer salários de empregos anteriores, aluguéis recebidos ou ganhos com “freelas” (30,8% das retenções).
    • Divergência no IRRF: declarar valores de Imposto de Renda Retido na Fonte diferentes dos enviados pelas empresas na DIRF.
    • Rendimentos de dependentes: deixar de informar salários, pensões ou bolsas de estágio de quem consta como dependente na ficha.
    • Confusão entre PGBL e VGBL: tentar deduzir contribuições de VGBL, que não oferece o benefício fiscal de 12% da renda bruta.
    • Deduções de educação: incluir gastos com cursos extracurriculares, como idiomas e academias, que não são dedutíveis por lei.
    • Erros de digitação: Inverter números de CPF, CNPJ ou valores monetários, o que gera inconsistência imediata no processamento.
    • Variação patrimonial incompatível: Declarar compra de bens com valores que superam a renda anual informada à Receita.
    • Atualização de imóveis: Tentar atualizar o valor de mercado de um imóvel sem que tenha ocorrido reforma comprovada por notas.
    • Pensão alimentícia: informar o pagamento de pensão sem que haja decisão judicial ou escritura pública que legalize o desconto.

Como evitar a Malha Fina

Para reduzir os riscos de retenção, especialistas recomendam o uso da declaração pré-preenchida, que já importa dados de bancos e empresas. Isso evita falhas manuais e garante que os valores batam com o que o fisco já possui em sistema.

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É fundamental guardar todos os recibos e notas fiscais por, no mínimo, cinco anos após o envio. Em 2025, mais de 1,4 milhão de declarações ficaram retidas, sendo que a maioria poderia ter sido evitada com a simples conferência de documentos.

O que fazer se cair na rede do Leão

Caso a declaração seja travada, o contribuinte deve acessar o Portal e-CAC para identificar a pendência exata. Cerca de 80% das situações são resolvidas com uma declaração retificadora, corrigindo o dado errado sem pagar multa extra.

Se os dados estiverem corretos e o erro for do sistema, é necessário agendar a apresentação de documentos comprobatórios. Antecipar-se à notificação oficial evita multas pesadas, que podem chegar a 75% do valor do imposto devido.