Comprar um imóvel usado em São Paulo continua sendo uma operação fortemente ligada ao crédito bancário. Em julho de 2026, 73,9% das aquisições foram realizadas por meio de financiamento, segundo a Pesquisa CRECISP.
A Caixa Econômica Federal respondeu sozinha por 54,1% das compras, enquanto outros bancos participaram de 19,8%.
As aquisições à vista representaram 14% das negociações. Já as compras diretamente com o proprietário ficaram em 11%, e os consórcios responderam por 1,2%.
Os números mostram o peso do financiamento para quem conseguiu fechar negócio no mês.
Quase 40% dos imóveis tiveram desconto de até 5%
A pesquisa também revela um movimento importante nas negociações: uma parcela significativa dos imóveis foi vendida abaixo do preço anunciado.
Em 39,6% das vendas, o comprador conseguiu um desconto de até 5% sobre o valor inicialmente anunciado.
Outros 11,9% dos imóveis foram vendidos com redução entre 6% e 10%.
Também houve descontos maiores. Em 3% das negociações, a redução ficou entre 11% e 15%. Em 2,2%, entre 16% e 20%.
Casos de descontos ainda mais elevados foram registrados de forma pontual: 0,7% das vendas tiveram redução entre 26% e 30%, e outros 0,7% foram fechados com desconto superior a 50%.
Por outro lado, 41,8% dos imóveis foram vendidos exatamente pelo valor anunciado.
Imóveis acima de R$ 500 mil lideram faixa de preço
Apesar da forte presença de imóveis compactos, o mercado não ficou restrito às unidades de menor valor.
Os imóveis acima de R$ 501 mil representaram 34,6% das vendas, considerando a soma das faixas superiores a esse valor.
Também houve concentração relevante entre R$ 201 mil e R$ 300 mil, que somaram 30,8% das negociações.
Os imóveis entre R$ 301 mil e R$ 400 mil representaram 19,5%.
Já as unidades entre R$ 401 mil e R$ 500 mil ficaram com 9,8%.
Os imóveis de até R$ 200 mil tiveram participação de 5,3%.
Vendas recuam em julho
O cenário de financiamento e negociação ocorreu em um mês de retração das vendas.
De acordo com a Pesquisa CRECISP, as vendas de imóveis usados na Capital caíram 20,61% em julho na comparação com junho.
Mesmo assim, o financiamento bancário permaneceu como principal forma de pagamento entre os negócios concretizados.
O levantamento também mostra que as chamadas demais regiões concentraram 60,8% das vendas, enquanto as áreas centrais responderam por 20,4% e as regiões nobres, por 18,8%.
Os dados apontam, portanto, para um mercado em que o comprador ainda depende majoritariamente do crédito, mas encontra diferentes níveis de margem para negociar o preço antes de fechar negócio.
