Preço da gasolina cai a partir de terça-feira em todo o Brasil

Redução de 5,2% aos distribuidores começa a valer nesta semana; Petrobrás não deu certo se a queda será a mesma na bomba

Estabelecimento foi fechado porque não possuía autorização de funcionamento

Petrobras anuncia redução de 5,2% no preço da gasolina para distribuidoras | Thiago Neme/Gazeta de S. Paulo

A Petrobras informou nesta segunda-feira (26/1) que vai reduzir o preço da gasolina A vendida às distribuidoras em 5,2%, em um movimento que representa a primeira queda nos preços do combustível neste ano.  

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A partir de terça-feira (27/1), o preço médio da gasolina A será, em média, de R$ 2,57 por litro, com uma redução de cerca de R$ 0,14 por litro em relação ao valor anterior.  

Segundo a estatal, essa queda faz parte de um ajuste contínuo nos valores praticados às distribuidoras.

Desde dezembro de 2022, o preço da gasolina para esse mercado acumula uma redução total de R$ 0,50 por litro, o que equivale a uma queda de 26,9% quando considerada a inflação do período.  

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A Petrobras ressaltou ainda que os preços de venda do diesel permanecem inalterados neste momento. No caso do óleo diesel, a redução acumulada desde 2022 é de 36,3%.  

Impacto nos preços ao consumidor

Apesar da redução anunciada, a Petrobras advertiu que essa mudança não se traduz automaticamente em queda no preço cobrado nos postos de combustível. O valor final ao consumidor depende de fatores que vão além do preço praticado pela estatal, incluindo:

  • tributos federais e estaduais;
  • custo do etanol anidro que compõe parte da gasolina;
  • margens de lucro de distribuidores e revendedores;
  • custos logísticos de transporte e armazenagem.  

Hoje, o preço da gasolina ao consumidor varia bastante entre regiões, fatores como ICMS estadual e margens de revenda podem fazer com que o valor pago na bomba seja significativamente mais alto do que o preço médio ajustado na refinaria.  

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Analistas apontam que, embora a redução represente alívio no preço de aquisição do combustível para distribuidoras, o repasse aos motoristas pode ser gradual e parcial, dependendo de como mercados e políticas regionais absorvem os novos valores.  

A queda ocorre em um contexto em que a Petrobras tem promovido ajustes periódicos nos preços dos combustíveis vendidos no mercado interno, refletindo tanto pressões econômicas quanto o objetivo de alinhar seus valores à realidade do País.