A inflação dos alimentos voltou a pesar no bolso dos brasileiros em abril, com destaque para a alta da cenoura, do leite longa vida, da cebola, do tomate e das carnes. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, o grupo Alimentação e bebidas subiu 1,34% no mês e teve o maior impacto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil. Apesar da alta, houve desaceleração em relação a março, quando os alimentos haviam registrado aumento de 1,56%.
Os produtos consumidos dentro de casa ficaram, em média, 1,64% mais caros. A maior alta foi da cenoura, que disparou 26,63% em abril. Na sequência aparecem o leite longa vida (13,66%), a cebola (11,76%), o tomate (6,13%) e as carnes (1,59%).
Por outro lado, alguns itens apresentaram queda de preços no período. O café moído ficou 2,30% mais barato, enquanto o frango em pedaços recuou 2,14%.
Segundo o IBGE, a elevação dos preços dos alimentos foi influenciada principalmente pela menor oferta de produtos agrícolas e pelo aumento dos custos de transporte. O diesel, utilizado no frete de mercadorias, subiu 4,46% em abril, pressionando o valor final dos produtos.
Café segue em alta
A expectativa do mercado é de que o preço do café continue desacelerando ao longo de 2026 devido à previsão de uma safra maior no Brasil. Ainda assim, especialistas avaliam que os valores dificilmente retornarão aos níveis registrados há alguns anos.
Já as carnes devem continuar pressionando a inflação nos próximos meses. Economistas apontam que a redução da oferta de bovinos para abate, após um período de produção recorde, tem contribuído para a alta da carne bovina.
A alimentação fora de casa também ficou mais cara, mas em ritmo menor. O segmento registrou alta de 0,59% em abril. Os lanches desaceleraram, passando de 0,89% em março para 0,71%, enquanto as refeições tiveram leve aceleração, de 0,49% para 0,54%.
No geral, o IPCA subiu 0,67% em abril, abaixo dos 0,88% registrados em março. No acumulado de 12 meses, porém, a inflação acelerou de 4,14% para 4,39%.
Além da alimentação, o grupo Saúde e cuidados pessoais também pressionou o índice, com alta de 1,16%. Juntos, os dois setores responderam por cerca de 67% da inflação do mês.




