Dono de time da Série A começou descarregando caminhão e hoje é dono de império de R$ 25 bilhões e 420 supermercados

De ex-ajudante de estoque a controlador do Cruzeiro e bilionário do varejo, Pedro Lourenço construiu uma rede de R$ 25 bilhões que emprega 50 mil pessoas

Trajetória do empresário mineiro reflete a transição do trabalho no comércio local para a gestão de grandes redes varejistas e investimentos no futebol nacional / Gustavo Aleixo/Cruzeiro

A trajetória de Pedro Lourenço, empresário que comprou a SAF do Cruzeiro por R$ 600 milhões em 29 de abril de 2024 , teve início como descarregador de caminhão nas antigas Casas da Banha antes de erguer o maior império supermercadista de Minas Gerais.

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O empresário Pedro Lourenço transformou uma mercearia em 1996, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no maior grupo varejista de Minas Gerais e o nono maior do Brasil. Em 2025 teve um faturamento de R$ 25,7 bilhões e uma estrutura operacional que emprega 50 mil colaboradores em 420 unidades.

O varejo alimentar brasileiro movimentou mais de 1,1 trilhão de reais em 2025, o equivalente a 9% do PIB.

A estratégia de expansão focada na periferia

A trajetória do grupo foi traçada na aquisição de pontos comerciais em dificuldades na periferia da capital e em pequenos municípios do interior. A aposta no modelo de lojas compactas (de 1.000 a 2.000 metros quadrados), com sortimento enxuto e preços competitivos, permitiu à rede crescer sem concorrentes diretos de grande porte.

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Em 2004, Lourenço vendeu 40% da operação para capitalizar a empresa e acelerar as aquisições no interior mineiro.

Projeção nacional e investimentos no futebol

A expansão recente ganhou impulso com a compra das operações da rede Bretas em Minas por R$ 716 milhões e a entrada nos mercados capixaba e nordestino. Dono de uma fortuna estimada pela Forbes em R$ 7,5 bilhões. O grupo agora aguarda o aval definitivo do órgão antitruste para incorporar as bandeiras Epa e Mineirão Atacarejo, negócio que fará o faturamento da empresa atingir a marca de R$ 35 bilhões.

A operação permitirá ao grupo, que encerrou 2025 com R$ 25,7 bilhões em vendas, estender sua presença para a Bahia e Pernambuco, alcançando um total de 600 unidades comerciais em quatro estados.

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A transação depende de aprovação total do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pode isolar a rede do empresário Pedro Lourenço na liderança do setor, que teve em 2025 um faturamento equivalente a 9% do PIB brasileiro, com mais de 1,1 trilhão de reais.

Pedro Lourenço também se destacou no cenário esportivo ao investir R$ 600 milhões na compra de 90% da SAF do Cruzeiro do ex jogador Ronaldo fenômeno.

Sob o comando de Pedrinho, como é conhecido, o clube investiu mais de R$ 500 milhões apenas em direitos econômicos de novos jogadores. O empresário também tem utilizado recursos próprios para cobrir rombos financeiros, cobrir déficits operacionais, que superaram a casa dos R$ 170 milhões anuais