O Carnaval de São Paulo é dividido em sete grupos oficiais. Eles vão das grandes escolas que desfilam no imponente Sambódromo do Anhembi até as agremiações de bairro que mantêm viva a tradição nas comunidades.
Esse sistema funciona com promoções e rebaixamentos anuais, o que garante renovação constante e mantém a competitividade acesa a cada temporada.
Antes da consolidação do modelo atual, a Uesp já organizava desfiles e ajudava na regularização das escolas menores, criando uma base sólida para o crescimento do carnaval paulistano.
Com o tempo, a Liga-SP passou a administrar os três principais grupos no Anhembi, enquanto a Uesp concentrou seu trabalho nas divisões de bairro, preservando o caráter popular da festa.
Grupo Especial: onde estão as maiores campeãs
O Grupo Especial é a elite do samba paulistano. Nele estão escolas tradicionais como Mancha Verde, Mocidade Alegre e Vai-Vai, que desfilam na sexta e no sábado de Carnaval com estruturas grandiosas, carros alegóricos impactantes e sambas-enredo que ecoam pela cidade.
A avaliação é criteriosa e envolve quesitos como bateria, harmonia, evolução, fantasias e enredo. As duas últimas colocadas descem para o Acesso 1, enquanto as duas melhores garantem vaga no desfile das campeãs, ampliando ainda mais sua visibilidade.
Grupo de Acesso 1: a disputa mais equilibrada
Logo abaixo está o Grupo de Acesso 1, que também se apresenta no Sambódromo do Anhembi, geralmente no domingo de Carnaval. As escolas entram na avenida com projetos competitivos e muita dedicação, mesmo com orçamentos mais enxutos.
As duas primeiras sobem para o Grupo Especial. Já as duas últimas são rebaixadas para o Acesso 2. É uma divisão conhecida pelo equilíbrio e por revelar talentos que, muitas vezes, brilham nos anos seguintes na elite.
Grupo de Acesso 2: o celeiro do samba
O Grupo de Acesso 2 é administrado pela Liga-SP e costuma desfilar nos dias que antecedem o feriado principal. É considerado um celeiro de novas forças do samba paulistano.
Aqui, a força comunitária aparece de forma ainda mais evidente. As duas melhores escolas sobem para o Acesso 1, enquanto as últimas colocadas passam a integrar os grupos organizados pela Uesp.
Grupos de bairro: a essência preservada
A Uesp é responsável por quatro divisões de base: Grupo Especial de Bairros e Acesso de Bairros 1, 2 e 3. Nesses grupos desfilam escolas tradicionais de diferentes regiões da cidade, muitas com décadas de história.
As apresentações acontecem em passarelas montadas em bairros, especialmente nas zonas Norte e Leste. O clima é mais próximo do público, com forte participação da comunidade, resgatando o espírito dos antigos cordões carnavalescos.
Sete divisões que mantêm o carnaval pulsando
Atualmente, o Carnaval de São Paulo é composto por sete divisões: Grupo Especial, Acesso 1 e Acesso 2, organizados pela Liga-SP, além dos quatro grupos administrados pela Uesp. Esse formato garante mobilidade entre as escolas, estimula a renovação e mantém viva a tradição do samba na capital.
Do brilho do Sambódromo do Anhembi às passarelas montadas nos bairros, o que se vê é uma festa que vai muito além da competição. É cultura popular, identidade e pertencimento.
E é justamente essa mistura de profissionalismo com raízes comunitárias que mantém o carnaval paulistano forte, diverso e cada vez mais relevante.
