Afinal, quantas divisões existem no Carnaval de São Paulo?

O papel da Liga-SP e da Uesp na estrutura que sustenta a festa

Desfile no Sambódromo do Anhembi reúne milhares de foliões e mostra a grandiosidade do carnaval paulistano

Desfile no Sambódromo do Anhembi reúne milhares de foliões e mostra a grandiosidade do carnaval paulistano | Liga das escolas de samba de São Paulo

O Carnaval de São Paulo é dividido em sete grupos oficiais. Eles vão das grandes escolas que desfilam no imponente Sambódromo do Anhembi até as agremiações de bairro que mantêm viva a tradição nas comunidades.

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Esse sistema funciona com promoções e rebaixamentos anuais, o que garante renovação constante e mantém a competitividade acesa a cada temporada.

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Antes da consolidação do modelo atual, a Uesp já organizava desfiles e ajudava na regularização das escolas menores, criando uma base sólida para o crescimento do carnaval paulistano.

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Com o tempo, a Liga-SP passou a administrar os três principais grupos no Anhembi, enquanto a Uesp concentrou seu trabalho nas divisões de bairro, preservando o caráter popular da festa.

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Grupo Especial: onde estão as maiores campeãs

O Grupo Especial é a elite do samba paulistano. Nele estão escolas tradicionais como Mancha Verde, Mocidade Alegre e Vai-Vai, que desfilam na sexta e no sábado de Carnaval com estruturas grandiosas, carros alegóricos impactantes e sambas-enredo que ecoam pela cidade.

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A avaliação é criteriosa e envolve quesitos como bateria, harmonia, evolução, fantasias e enredo. As duas últimas colocadas descem para o Acesso 1, enquanto as duas melhores garantem vaga no desfile das campeãs, ampliando ainda mais sua visibilidade.

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Grupo de Acesso 1: a disputa mais equilibrada

Logo abaixo está o Grupo de Acesso 1, que também se apresenta no Sambódromo do Anhembi, geralmente no domingo de Carnaval. As escolas entram na avenida com projetos competitivos e muita dedicação, mesmo com orçamentos mais enxutos.

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As duas primeiras sobem para o Grupo Especial. Já as duas últimas são rebaixadas para o Acesso 2. É uma divisão conhecida pelo equilíbrio e por revelar talentos que, muitas vezes, brilham nos anos seguintes na elite.

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Grupo de Acesso 2: o celeiro do samba

O Grupo de Acesso 2 é administrado pela Liga-SP e costuma desfilar nos dias que antecedem o feriado principal. É considerado um celeiro de novas forças do samba paulistano.

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Aqui, a força comunitária aparece de forma ainda mais evidente. As duas melhores escolas sobem para o Acesso 1, enquanto as últimas colocadas passam a integrar os grupos organizados pela Uesp.

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Grupos de bairro: a essência preservada

A Uesp é responsável por quatro divisões de base: Grupo Especial de Bairros e Acesso de Bairros 1, 2 e 3. Nesses grupos desfilam escolas tradicionais de diferentes regiões da cidade, muitas com décadas de história.

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As apresentações acontecem em passarelas montadas em bairros, especialmente nas zonas Norte e Leste. O clima é mais próximo do público, com forte participação da comunidade, resgatando o espírito dos antigos cordões carnavalescos.

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Sete divisões que mantêm o carnaval pulsando

Atualmente, o Carnaval de São Paulo é composto por sete divisões: Grupo Especial, Acesso 1 e Acesso 2, organizados pela Liga-SP, além dos quatro grupos administrados pela Uesp. Esse formato garante mobilidade entre as escolas, estimula a renovação e mantém viva a tradição do samba na capital.

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Do brilho do Sambódromo do Anhembi às passarelas montadas nos bairros, o que se vê é uma festa que vai muito além da competição. É cultura popular, identidade e pertencimento.

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E é justamente essa mistura de profissionalismo com raízes comunitárias que mantém o carnaval paulistano forte, diverso e cada vez mais relevante.