A dançarina e influenciadora Aline Campos, antes conhecida como Aline Riscado, falou, em 2023, sobre formas de violência que já sofreu ao longo da vida. Conhecida pela propaganda “Vai Verão” e pelo balé do “Domingão do Faustão”, ela deu o relato em um podcast.
A participante do BBB26, à época com 36 anos, contou que foi dopada duas vezes pelo golpe “Boa noite, Cinderela”. Em uma das ocasiões, ela diz que sofreu abuso sexual. “Eu estava apagada”, afirmou ao relembrar o episódio.
Além do relato, Aline defendeu que falar sobre o tema pode ajudar outras mulheres. Ela disse que hoje consegue tratar do assunto com mais tranquilidade por conta da terapia e por ter trabalhado a experiência.
O relato no podcast
Aline Campos contou no podcast Barbacast que viveu situações de violência e decidiu compartilhar as experiências como forma de alerta. Segundo ela, o tema ainda é cercado de silêncio, mesmo quando a vítima busca ajuda.
Durante a conversa, a influenciadora detalhou que já sofreu o golpe “Boa noite, Cinderela”, que combina substâncias para facilitar a ação do criminoso. A vítima pode perder a consciência por um período e sentir forte sonolência.
“Boa noite, cinderela” e o episódio do abuso
“Já me deram ‘Boa noite, Cinderela’ duas vezes. Em uma delas, no Canadá, minhas amigas me salvaram. Não pode dar mole com bebida”, disse Aline Campos no podcast.
Em seguida, ela relatou o segundo episódio. “Em uma segunda vez, eu fui abusada sexualmente. Tive consciência porque eu acordava, via e voltava a dormir. Eu estava apagada. Foi aqui no Brasil”, contou.
Trauma, cura e o impacto em outras mulheres
Aline disse que muitas mulheres carregam traumas após crimes sexuais e têm dificuldade de dividir o que aconteceu. “Consegui me curar. Não que a pessoa tenha que passar por isso para ser forte, mas consegui dar a volta por cima”, afirmou.
Ela acrescentou que, em alguns casos, o impacto é devastador. “Muitas mulheres se matam ou criam diversos traumas, não conseguem falar para ninguém”, disse durante o bate-papo, ao comentar o peso do silêncio e do medo.
Violência em relacionamentos
Na conversa, Aline também falou sobre violência em antigos relacionamentos afetivos. Ela afirmou que não sofreu agressão física de ex-parceiros, mas relatou episódios de agressões verbais e falta de respeito.
“Já tive relacionamentos que aconteceram agressões verbais e falta de respeito. E já vivi um relacionamento em que eu me descontrolei e eu dei um tapa na pessoa. Foi horrível, eu me senti muito mal”, disse.
Ela ainda descreveu sinais de risco que observou. “Namorei uma pessoa que tinha tudo para ser agressiva, mas ela nunca me bateu. Tinha uma pessoa que socava a parede. E eu percebi que eu podia ser a parede a qualquer momento. É uma linha tênue”, completou.
Por que ela decidiu falar
Aline Campos afirmou que escolheu tratar do assunto abertamente para dar visibilidade e voz a outras mulheres. “Eu já fui abusada sexualmente. Hoje, eu consigo falar sobre isso tranquilamente porque eu já curei na terapia, mas eu já fui”, disse.
Ela finalizou reforçando o alerta. “E eu gosto de falar para que meninas consigam enxergar que pode acontecer com qualquer pessoa”, afirmou, ao defender que informação e rede de apoio fazem diferença.
Em caso de violência contra a mulher, denuncie
Violência contra a mulher é crime, com pena de prisão prevista em lei. Ao presenciar qualquer episódio de agressão contra mulheres, denuncie. Você pode fazer isso por telefone, ligando 190 ou 180.
Também é possível procurar uma delegacia, normal ou especializada. Para mais informações sobre como denunciar, acesse: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/ligue180


